Mostrando postagens com marcador A Chave sem Sol. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador A Chave sem Sol. Mostrar todas as postagens

26 de julho de 2016

Documentário "Brasil Heavy Metal".

A CHAVE DO SOL  é, foi, ou pode ser considerada uma banda de Heavy Metal? A polêmica persiste não somente entre os fãs, mas os próprios membros da banda e críticos nunca chegaram, ou mesmo - pelo andar da carruagem - chegarão, a um consenso no que tange a esse assunto.

Enquanto segue a polêmica se a nossa A CHAVE DO SOL pode ou não (nota do editor: não!) ser classificada na ceara do gênero bretão iniciado pelo JUDAS PRIEST, o recém-lançado documentário Brasil Heavy Metal (2016, 122 min, legendado) incluiu citações ao grupo em diversos momentos.




A mais emocionante participação da banda é a lembrança do saudoso vocalista Fran, que também agraciou o ANO LUZ com sua potente voz. Não obstante membro algum d' A CHAVE DO SOL ser entrevistado, essa é, até onde nosso conhecimento permite dizer, a primeira inclusão do grupo em um filme. Nós não entregaremos spoilers, então, quem quiser saber dos contextos, situações em que A CHAVE DO SOL abrilhanta o filme, terá de assistí-lo. O DVD vêm acompanhado de um CD com bandas clássicas da época gravando, ou regravando, músicas especialmente para a película; porém A CHAVE DO SOL não participou.



Lembramos que além de, claro, os grupos de Heavy, Thrash, Black, Speed  etc Metal dos quais se propôs a dar conta, o longa metragem do diretor Micka Michaelis também cita outros conjuntos de Hard Rock paulistas, como o ZENITH, ANJOS DA NOITE, A CHAVE (sem sol), mas se esqueceu de outros nomes da mesma época, como por exemplo, o ELFFUS, de Brasília, ou o VLAD V, de Santa Catarina.
*

15 de maio de 2016

Discografia completa para download

Mantendo sua orientação de buscar dos artistas mais recentes aos pioneiros e dos aclamados aos undergrounds, o blog Armazem do Rock Nacional disponibilizou recentemente TODA a discografia oficial d' a A CHAVE DO SOL para cópia e tem o disco da A CHAVE (sem sol), a popular THE KEY.

A postagem inclui uma mini-biografia escrita pelo baixista Luiz Domingues ao Wikipedia, que já havia sido reproduzida em outros sites, como A Nave dos Deuses.

Lembramos que os arquivos em MP3, legalmente, só podem existir por 24 horas após serem copiados, ou você terá de adquirir os discos originais, e também que a responsabilidade pelos mesmos são do site fonte, ou seja, o Armazem do Rock Nacional.

A CHAVE DO SOL antes do show na Pq. da Aclimação, Praça do Rock, em 1985.
Confira a postagem, na integra, em:
http://armazemdorocknacional.blogspot.com.br/2014/03/a-chave-do-sol.html

Senha para descompactar os discos: brrock

Obrigado por manter a chama acesa, Armazem do Rock Nacional!
Os fãs d' A CHAVE DO SOL agradecem!

*

7 de janeiro de 2016

Vídeos ao vivo com músicas inéditas de fevereiro de 1989!


A CHAVE (Sem Sol) foi uma banda criada às pressas e que durou pouco tempo. Ainda assim, se engana quem pensa que tudo que o grupo fez é encontrado no LP "A New Revolution", registrado pelo grupo sob o nome de THE KEY. Não obstante esse registro em inglês ser mais orientado para a guitarra e a voz, os músicos trabalharam duro no período de ensaio e shows que antecederam essa bolacha, compondo músicas de estilo que são a prefeita transição dos "exageros" da antiga A CHAVE DO SOL para o que ficou imortalizado como a sonoridade da A CHAVE (Sem Sol).



Prova material incontestável dessa "primeira fase" da A CHAVE são as músicas inéditas que vêm sido resgatadas pelo esforço dos admirados do trabalho do grupo. Os três temas a seguir, a enérgica "Sweet Surrender", balada "The Wind Blows Chili and Cold" e progressiva, quase instrumental, "Open your Heart and your Soul"  (compostas por Cruz, Ribeiro e Ardanuy), foram registradas ao vivo na saudosa casa de show paulistana Dama Xoc, em 19 de fevereiro de 1989.



A captura original da época foi em fita VHS à partir da platéia, contendo portanto deficiências de áudio e vídeo. Todavia, o punch, a técnica e entrosamento da A CHAVE é inegável, demonstrando que o grupo muito tinha a oferecer. Uma pena, contudo, que ambas as canções não tenham recebido o devido tratamento de estúdio, em conjunto com as demais inéditas, em favor de outras que constituíam mais o que os críticos e gravadoras esperavam de uma banda de Hard Rock na época (o que, é claro, está longe de significar "A New Revolution" não seja um bom disco).



As filmagens foram feitas pelos guitarristas Nelson Júnior (à época roadie do Edu) e Átila Ardanuy (irmão do Edu e guitarrista do ANJOS DA NOITE), sendo do acervo pessoal do primeiro. A produção para internet foi realizada em dezembro de 2015 e janeiro de 2016 pela amiga Jani Santana Morales, a quem o blog: A CHAVE DO SOL agradece efusivamente.



A CHAVE (Sem Sol):

Beto Cruz : Vocal
Eduardo Ardanuy - Guitarra
Luiz Domingues - Baixo
José Luiz Rappoli - Bateria
Fabio Ribeiro - Teclados e Voz

28 de setembro de 2015

A CHAVE (sem sol): músicas inéditas ao vivo.

Muita confusão de entendimento rolou entre os fãs d' A CHAVE DO SOL quando do fim inesperado do grupo em 17/12/1987. Tendo um disco recém-lançado em mãos para vender, compromissos firmados da banda antiga e o desejo de embarcar numa nova proposta, a solução, no calor do momento, foi criar o grupo A CHAVE. Homônimo à banda paranaense da década de 1970, essa banda queria, paradoxalmente, vender o disco "The Key" e ir se distanciando do material dele, primando por novas composições mais virtuosas e na cartilha oitentista. A CHAVE lançou um disco oficial em 1990 sob o nome THE KEY, "A New Revolution" e depois mudou de nome para a CHHAVE antes de encerrar as atividades em 1991.



Além de ser o primeiro trabalho sério dos músicos Eduardo Ardanuy, Fábio Ribeiro e Kiko Loureiro, que seriam famosos nas décadas seguintes pelos grupos DR. SIN e ANGRA, o grupo A CHAVE registrou duas fitas demo (1988 e 1991) e um LP, "A New Revolution".

As gravações apresentadas agora pelo blog: A CHAVE DO SOL não estão em nenhum dos registros citados. Esse material foi gravado por Cláudio Cruz (baixista do HARPPIA no disco "7") com masterização efetuada por Edgard "Bolívia" Rock, radialista dos programas MASSACRE SONORO e BAÚ DO ROCK, ambos podem ser ouvidos em: http://www.radiorocknation.com/

01 . Parallel Paradise.



02 . Narrathan.



03 . The Call.



As gravações acima foram feitas em 09 de agosto de 1989 no extinto Dama Xoc, São Paulo/SP, com a presença dos membros da banda thrash metal alemã DESTRUCION na platéia.


A CHAVE:

Beto Cruz (ex- ZENITH, A CHAVE DO SOL) - Voz
Luiz Domingues (ex- A CHAVE DO SOL,. LÍNGUA DE TRAPO, PATRULHA DO ESPAÇO)  - Baixo.
Edu Ardanuy (futuramente no DR SIN) - guitarra
Fábio Ribeiro (futuramente no ANGRA) - teclados
José Luiz Rapolli - Bateria.

31 de julho de 2015

Aparições na TV Cultura

01 . Programa A FÁBRICA DO SOM - 12 de junho de 1983.



Primeira música na primeira aparição da banda no programa A Fábrica do Som, que os faria famosos. Essa canção não foi ao ar e nem entrou em qualquer disco da banda, pois o grupo a considerava muito similar a "Summertime Blues" do EDDIE COCHRAN; claro que na versão THE WHO.

Essa foi a única canção cantada pelo baterista José Luiz Dinola, que foi entrevistado após a execução da mesma.



Execução ao vivo de "18 Horas" na primeira exibição da Chave do Sol no programa "A Fábrica do Som" , na TV Cultura de São Paulo. Filmado no Teatro do Sesc Pompeia, em 12 de julho de 1983, foi ao ar na TV, em 16 de julho de 1983.




"Crisis (Maya)" faixa instrumental do segundo disco, também foi apresentada na primeira vez que A CHAVE DO SOL esteve na TV Cultura. Não obstante, a mesma não foi ao ar.

02. Programa A FÁBRICA DO SOM - 27 de Setembro de 1983.

Sendo exibida no dia 01 de Outubro de 1983, essa edição do programa era dedicada a JIMI HENDRIX, que se estivesse vivo, estaria completando 41 anos de idade nessa data.




"Atila" é um número instrumental que iniciava-se com algumas convenções de baixo e bateria, evoluindo para um Jazz Rock vibrante, com pegada Rocker. Infelizmente, a canção ficou sem registro em disco.



Outra canção instrumental que careceu do devido registro em plástico, "A Dança das Sombras",  tem duas partes bastante diversas. De início a canção flerta com swingue e Soul Music no Jazz Rock à la MILES DAVIS. Na segunda parte, o grupo ataca um andamento inspirado nos primórdios do TEN YEARS AFTER.

NOTA.
Ainda nessa noite, A CHAVE DO SOL tocou outra canção. Foi "Johnny B. Good" do CHUCK BERRY em uma jam com o grupo ARARA DE NEON. Uma banda faltou e a produção intimou as duas bandas a fazerem essa canja; não obstante o ARARA NEON fosse um conjunto de reggae com gracejos pop.

Tal performance foi ao ar, mas permanece inédita no youtube. Até onde o blog pode apurar foi a única jam da A CHAVE DO SOL registrada em vídeo e uma das poucas jams existentes (a outra é com Daril Parisi do PLATINA).

03 . Programa A FÁBRICA DO SOM - 15 de outrubro de 1983.



Terceira participação n' "A Fábrica do Som", quando se realizava a festa de um ano do programa. Para tanto, essa edição não foi filmada no seu palco tradicional, do Teatro Sesc Pompeia, mas num circo montado no estacionamento do Parque Anhembi, na zona norte de São Paulo (Circo Mágico). A CHAVE DO SOL tocou duas músicas, mas somente "Luz" foi ao ar; essa se tornaria o tema de trabalho doravante, porque seria registrada no primeiro disco, poucos meses depois.

04 . Programa A FÁBRICA DO SOM - 27 de março de 1984.



Versão de  "Crysis (Maya)", gravada de maneira diferente a como a música ficaria conhecida. Terceira participação no programa Á Fábrica do Som.
Rippagem de fita VHS por Willba Dissidente.



Indo ao ar em 31 de março de 1984, nessa apresentação (considerada por Luiz Domingues "a mais morna das seis"), Rubens está com o cabelo mais curto que o normal, pois havia sido padrinho de casamento de sua irmã mais velha, Roseli Gióia, que insistiu que ele cortasse o cabelo ao invés de usar um rabo de cavalo (o que seria mais que adequado). Novamente, o tema instrumental "Atila".

NOTA.
A quinta participação d' A CHAVE DO SOL na Fábrica do Som foi 19 de junho de 1984. Um show improvisado e sem PA, com condições pífias de som, para "acalmar" a platéia do Sesc, pois as bandas contratadas para o dia não iriam tocar.  Não foi filmada ou televisionada.
CLIQUE AQUI para ler mais.

05 . Programa A FÁBRICA DO SOM -  26 de junho de 1984.



Performance ao vivo da música "Luz" durante a 6ª participação da banda no programa.



Lançamento literal do primeiro disco, o compacto de "Luz" e "18 Horas". CLIQUE AQUI para ler sobre esse pitoresco fato.



Performance da música "Anjo Rebelde". Registrada ao vivo quase um ano antes ser gravada em disco, é a primeira aparição dessa canção, ainda sem o Fran nos vocais.

06 . Programa PARONAMA - 28 de agosto de 1985.



Apresentação AO VIVO das músicas "Segredos" e "Um Minuto Além" (não está inteira), divulgando o EP auto-intitulado de 1985. Luiz Domingues é entrevistado pela apresentadora Paula Dip e explicando a proposta do grupo e afirma que "a função do Rock'n'Roll é divulgar os Ufos". Rubens Gióia também é conclamado a dar suas opiniões e fala de Luis Calanca do selo Baratos Afins.
Este é o único registro live em vídeo existente com o vocalista Fran.

Agradecemos à amiga Jani Santana Morales por disponibilizar esse registro.
*

07 . Videoclipe "Sun City" - Abril de 1986.



Esse vídeo "grátis" foi um oferecimento espontâneo da TV Cultura. A edição utilizou imagens do jornalismo internacional enfocando cenas do apartheid sul-africano. As imagens da banda fazendo dublagem foram filmadas nos depósitos da TV Cultura, na zona oeste de São Paulo.

08 . Programa BOCA LIVRE - Setembro de 1987.



Primeira das duas apresentações ao vivo que A CHAVE DO SOL fez com Ivan Busic na bateria. Essa música é a versão original de "Keep Me Warm Tonight", com letras em português, que nunca foi registrada em disco. Apresentação de Kid Vinil e Dadá Cyrino. Na ocasião,  a canção "Sun City" também foi tocada, mas não entrou na programação.

Clique aqui para outra versão dessa apresentação, mas qualidade de áudio e vídeo inferior e sem a entrevista.

09 . A CHAVE (sem sol) - Programa BOCA LIVRE - 04 de junho de 1985.



Apresentação do grupo que foi formado após o fim d' A CHAVE DO SOL em dezembro de 1987, na tentativa de formar um novo grupo e vender o recém-lançado disco "The Key". A CHAVE lançou um disco em 1990, sob o nome THE KEY, intitulado "A New Revolution".
As canções apresentadas aqui, "Narrathan" e "Stole My Heart" não entraram no disco.

10 . Programa MUSIKAOS - Abril de 2000.



Em 2000, Rubens Gióia e José Luiz Dinola remontaram  A CHAVE DO SOL e chamaram o baixista Beto Birger para completar o power trio. Essa formação só durou essa apresentação.
O vídeo acima foi postado pelo amigo e colaborador  Rogério Santos de Oliveira .



Apresentação de 18 Horas. Está errado o nome no vídeo.



Cover de "Blue Wind" do JEFF BECK, imendado com "Train Keep On Rollin'" no arranjo do AEROSMITH. Está errado o nome no vídeo.



Versão instrumental de "Keep me Warm Tonight".

10 de julho de 2014

Luiz Domingues: "gravei o disco de 1989 empurrando com a barriga".

William Kusdra, rocker responsável pelo site Disicplina Frustrada, realizou, em 20 de Junho deste ano, uma extensa entrevista com o Luiz Domingues, baixista e membro fundador d' A CHAVE DO SOL. Ao longo das 18 extensas respostas às bem sacadas perguntas, o blog: A CHAVE DO SOL foi citado. Como agradecimento, separamos as partes que consideramos fundamentais aos fãs da seminal banda de Hard Rock, que ilustramos com algumas imagens de nosso acervo.

A CHAVE DO SOL é uma banda super consagrada no cenário roqueiro brasileiro. Inclusive possui um blog onde conta a história da banda. Como foram os primeiros ensaios, os primeiros shows...Teve até uma participação especial do Percy Weiss em algumas apresentações. Conte como foram os primeiros momentos da banda.

Luiz:  Muita água passou por debaixo da ponte, antes que eu chegasse ao momento em que fundei A CHAVE DO SOL com o Rubens Gióia e Zé Luis Dinola. Nesse ínterim, eu havia crescido como músico e adquirido uma razoável experiência desde os passos iniciais de 1976 e em 1982, finalmente me achava apto para atuar numa banda autoral com propósitos sérios.
O começo da banda foi muito estimulante para mim. Era a valorização de cada primeira conquista, que era forjada na raça e determinação da banda, focada em seu objetivo.

De fato, o primeiro vocalista da banda foi o Percy Weiss, mas como convidado especial. Ele fez apenas os dois primeiros shows, e dali em diante, seguimos a nossa trajetória, tendo momentos em que assumimos o formato Power Trio ou no quarteto, com a presença de vocalistas. Além do Percy, tivemos outros quatro vocalistas na história da banda, em momentos diferentes : Verônica Luhr, Chico Dias, Fran Alves e Beto Cruz.

A banda teve fases muito boas no decorrer de sua carreira, mas confesso que a fase que mais gosto, é a desses momentos iniciais, entre 1982-1983, pela união, foco, garra e vontade de vencer que tínhamos. Claro que após os discos, exposição midiática e shows importantes, a banda alcançou vitórias expressivas e tenho ótimas lembranças de tais momentos, mas o período inicial é muito especial para mim, particularmente.


Luiz Domingues ao vivo com A CHAVE DO SOL em maio de 1984 na FAAP.

A gravação do primeiro disco da banda. Conte como foram os bastidores desse momento e como foi chegar a gravação dos álbuns seguintes.

Luiz: A gravação do primeiro disco d' A CHAVE DO SOL ocorreu em janeiro de 1984, no estúdio Mosh, em São Paulo, quando ainda ocupavam as dependências de um sobrado no bairro da Vila Pompeia, na zona oeste da cidade.

Não tínhamos muita experiência de estúdio nessa época. Eu havia gravado apenas uma faixa num disco de uma cantor de MPB, em 1980 e uma fita-demo do LÍNGUA DE TRAPO, até então. O Rubens havia gravado um compacto com a SANTA GANG, banda que geralmente abria os shows do MADE IN BRAZIL entre 1979 e 1983 e o Zé Luis só havia gravado fitas demo com sua ex-banda (CONTRABANDO, cujo guitarrista era o Tony Babalu, ex-MADE IN BRAZIL).

Mas tínhamos a nosso favor a precisão pelo esmero que tínhamos em ensaiar exaustivamente e o foco, que era total. Portanto, driblamos a inexperiência com tranquilidade, além do bom relacionamento que estabelecemos com o técnico do Mosh, um rapaz competente e solícito, que também se identificou conosco e muito nos ajudou nesse trabalho, chamado Robson T.S.

Já nos álbuns seguintes, foi muito mais tranquilo, com o amadurecimento da banda em todos os sentidos.

Com a saída do Rubens Gioia da banda, você continuou com nova formação e gravou um álbum como "The Key". Teve uma ótima repercussão mas não houve continuidade. Porque?

Luiz: A CHAVE DO SOL teve um desgaste interno muito grande por conta de termos nos iludido com as promessas vazias de um escritório de empresários que nos amarrou com um contrato de valores acachapantes. Estávamos num grande momento na metade de 1986, flertando com um voo mais alto, perto do mainstream, mas graças aos nossos esforços acumulados de quatro anos de labuta. Quando percebemos que os tais empresários estavam apenas lucrando com os contatos que nós já tínhamos, como uma sanguessuga surfista, sem nada fazer para agregar ou amplificar o "momentum", era tarde demais. Com isso, perdemos o embalo e bateu um desânimo muito grande em 1987, com conflitos internos bobos que eram perfeitamente administráveis, ganhando proporção maior do que o devido, minando-nos.

O Zé Luis foi pressionado fortemente pela família a investir num curso universitário e abraçar uma carreira tradicional e resolveu deixar a banda. Tentamos continuar, mas o clima estava ruim e assim gravamos o terceiro álbum, tirando leite de pedra, sem recursos, com pouco apoio externo e o clima ruim entre nós três sobreviventes.

Mas no final do ano, com o disco já sendo lançado, ficou insustentável a situação, pois o Rubens não quis mais participar, mas tínhamos compromissos de shows e TV para cumprir, já agendados, fora a dívida acumulada pela produção do disco, que correu por nossa conta, e sem apoio, portanto, não havia outra saída a não ser reformular a banda e prosseguir, nem que fosse só para saldar as contas.

Hoje em dia, eu lamento muito que tudo isso tenha ocorrido. Jamais quis que a banda parasse, tampouco reformulá-la com um line-up totalmente diferente. Indo além, na época eu considerei como continuidade, apesar de termos sido obrigados a mudar de nome pois o Rubens que tinha o registro oficial em sua posse, não permitiu que continuássemos a usá-lo.

Isso foi muito doloroso para mim, mas vendo hoje em dia, acho que mesmo sendo forjado a forceps, delimitou que A CHAVE DO SOL encerrara atividades e o que veio posteriormente, foi uma nova banda, ainda que identificada com a antiga, por laços artísticos.

O Beto Cruz teve um mérito extrordinário nesse processo pois liderou essa metamorfose. Confesso que estava exaurido em minhas forças e a ruptura com o Rubens havia minado a minha vontade de prosseguir, pois ficamos estremecidos dali em diante por muito tempo. Hoje estamos de bem, ainda bem e o amadurecimentos nos fez enxergar que ninguém traiu ninguém e jamais deveríamos ter parado, pela amizade e luta de tantos anos, mas simplesmente fomos vítimas das circunstâncias da época.

A despeito desse mérito incrível do Beto, que tomou toda a dianteira e reformulou a banda, eu nunca gostei do novo direcionamento que ela adotou posteriormente por conta da influência que os novos membros trouxeram. O som ficou calcado no virtuosismo extremado, com ranço de Heavy-Metal, e eu queria mais é voltar para as minhas raízes sessenta-setentistas.

Fui "empurrando com a barriga", gravei aquele álbum de 1989, mas não aguentei mais e pedi demissão.

Nada contra os novos membros, que são ótimos músicos e amigos legais, mas o direcionamento adotado nunca me agradou.

Luiz Domingues no show de lançamento do disco gravado pela A CHAVE sem sol.

E a PATRULHA DO ESPAÇO como entrou na sua vida? Tocar ao lado de uma verdadeira lenda do rock brasileiro, o batera Rolando Junior, é um prazer enorme. Como foram esses tempos na banda. Foram 5 anos de Patrulha?

Luiz: Eis aí outra história longa...bem, aqui preciso exercer o poder da síntese, portanto, digo que após minha saída d' A CHAVE / THE KEY (a dissidência d' A CHAVE DO SOL), fiquei entre 1990 e 1991 sem uma banda autoral oficial e emendei inúmeros trabalhos efêmeros, projetos que não vingaram etc. Até que no início de 1992, recebi o convite do vocalista/guitarrista Chris Skepis para fazer parte de uma nova banda chamada PITBULLS ON CRACK, com proposta sonora e estética totalmente diferente de tudo o que fizera anteriormente na vida. Topei participar como um desafio pessoal e por lá fiquei até 1997, gerando um monte de histórias legais e com momentos até significativos, com exposição midiática, inclusive. Todavia, chegou um momento em que também me desgastei com a proposta (jamais com as pessoas, quer são meus amigos até hoje) e saí. E esse é o ponto inicial da Patrulha, embora na prática, a "nova" Patrulha só tenha se reunido para valer em 1999.

Isso porque eu resolvi montar uma banda 100% calcada na estética 60/70, sem concessões e/ou preocupações com a mídia, show business, mercado etc etc. O objetivo era fazer o som que curtia, voltando para 1968 e resgatando o molequinho que gostava dos THE BEATLES, JIMI HENDRIX EXPERIENCE e THE ROLLING STONES. Para essa empreitada com ares de "Haraquiri mercadológico", coloquei dois garotos imberbes e inexperientes, mas com um talento nato absurdo, que havia conhecido na minha sala de aulas (dei aulas de baixo entre 1987 e 1999), durante os anos noventa, chamados : Rodrigo Hid e Marcello Schevano. Era como se eu fosse um olheiro de futebol e descobrira num campinho, dois moleques, um chamado Neymar e o outro, Ronaldinho Gaúcho...

Mais que o talento nato de serem multiinstrumentistas, cantores, arranjadores e compositores, apesar da pouca idade e do anacronismo natural, eram doidos pela estética dos anos 60 e 70, sem que eu precisa-se "doutrina-los"...

Com essa dupla e a presença do meu velho amigo José Luiz Dinola (ex- A CHAVE DO SOL), passamos o fim de 1997 e o ano de 1998 inteiro ensaiando e compondo o material dessa banda que fora batizada como SIDHARTA.

Mas no início de 1999, o Zé Luis sentiu-se desconfortável pelo nosso radicalismo em soar retrô e não conseguindo nos demover dessa determinação em prol de ideias modernosas que queria introduzir, resolveu deixar a banda, infelizmente.

Sem baterista, mas com 21 músicas prontas e arranjadas na bagagem, fizemos uma lista de possíveis bateristas que se encaixariam nesse espírito retrô que queríamos. Claro que não haviam muitas opções nesse nicho assim fechado num ideal. Aí demos uma tacada ousada, convidando o Rolando Castello Junior.

Ele adorou o material e impressionou-se com a versatilidade e qualidade dos garotos, mas deu a sua "contratacada", nos demovendo da ideia de iniciar o trabalho como SIDHARTA, uma banda zero KM, sem contatos, sem apoio e sem dinheiro. Como PATRULHA DO ESPAÇO, já sairíamos com um nome de prestígio em mãos e seria mais fácil do que arrancar da estaca zero.

Dessa forma, trouxemos o material do SIDHARTA para a banda, ensaiamos os seus clássicos e assim colocamos a nave de volta no ar, com sangue novo. E o legal, é que o Junior embarcou no ideal e fez com que a Patrulha resgatasse suas próprias raízes setentistas, inclusive voltando a tocar músicas da época do Arnaldo, visto que Rodrigo e Marcello eram ambos tecladistas, também.



Luiz Domingues em foto que estampa a traseira do primeiro registro fonográfico d' A CHAVE DO SOL.
Foi um momento mágico para todos, portanto, e na minha autobio, conto com detalhes, pois propiciou um sem número de histórias. Aliás, fica o convite para ler a narrativa, no meu Blog 2, ou na comunidade Luiz Domingues do Orkut, que uso como plataforma de rascunho.

http://luiz-domingues.blogspot.com.br/
http://blogdoluizdomingues2.blogspot.com.br/
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=14081928

Conheça as bandas atuais do Luiz Domingues:

http://www.pedraonline.com.br/
http://www.reverbnation.com/kimkehloskurandeiros
http://www.reverbnation.com/artist/artist_songs/579876

Recomendamos a leitura da entrevista completa:
http://disciplinafrustrada.blogspot.com.br/2014/06/entrevista-com-o-musico-luiz-domingues.html

3 de julho de 2014

Fábio Ribeiro: "hoje é impossível ver Rock independente numa das principais emissoras do país".

Laura Gallotti, do site Brasil Metal História publicou, em 19 de junho de 2014, uma extensa entrevista com o músico Fábio Ribeiro. Considerado pelo site como o instrumentista menos lembrado nas bandas de rock, o tecladista tem carreira sólida nessa ceara complicadíssima, sendo mais lembrado pelas passagens pelo ANGRA e o SHAMAN, estando atualmente no REMOVE SILENCE. O blog: A CHAVE DO SOL foi citado na entrevista, por isso, como agradecimento, recortamos os trechos em o músico fala de sua passagem pela banda.

Confira o texto, chamado "Fábio Ribeiro: a busca pela verdade na música", integralmente, neste link:
http://www.brasilmetalhistoria.net/2014/06/fabio-ribeiro-busca-pela-verdade-na.html

Você participou da lendária banda de Hard Rock, A CHAVE DO SOL, que em 1988 passou a se chamar A CHAVE. Como foi a experiência?

Fábio: Foi uma época divertida. A CHAVE DO SOL foi minha primeira banda "profissional", que já tinha um público formado e certa estrutura. Entrei a convite de um dos roadies da banda, que estudava na mesma escola que minha namorada na época e havia ouvido uma demo da banda DESEQUILÍBRIOS, com a qual eu estava tocando após deixar o ANNUBIS. Eles estavam procurando um tecladista após a gravação do álbum “The Key” (1987). Eu nem sabia dirigir. Meu pai, também músico, sempre me apoiou e me levava aos ensaios. O primeiro show que fiz com eles foi no Teatro Mambembe em São Paulo, em dezembro de 1987, ainda com Rubens Gioia na guitarra e Ivan Busic (DR. SIN, ex-PLATINA, CHEROKEE etc), na bateria. Após a troca de formação, continuamos a viajar frequentemente. A banda também tinha um espaço razoável na mídia especializada e nos programas dedicados, na TV e no rádio. Foi uma experiência muito importante para o início da minha carreira, pois me ofereceram a oportunidade de começar bem cedo a aprender os truques da vida como músico profissional e os altos e baixos do show business underground brasileiro. Gravei um álbum com eles, “A New Revolution” (1989). Permaneci na banda até o final de 1989.

Fábio Ribeiro na época que ingressou para A CHAVE DO SOL.
Recentemente, o blog: A CHAVE DO SOL disponibilizou os videos completos do show no “Verão Vivo”, em 1988, no Guarujá, registrado pela TV Bandeirantes. Como era a recepção e a adesão do público a shows de Rock na época?

Fábio: Não creio que a recepção do público tenha mudado tanto assim. É uma coisa natural de qualquer pessoa absorver música de qualidade, desde que lhe seja apresentada. O problema está na extensão da onda de divulgação do estilo, que foi propositalmente encolhida a quase zero e que certamente reduziu este público drasticamente de lá para cá. A adesão diminuiu por esta razão. Eu não consigo visualizar hoje em dia um evento transmitido ao vivo em rede nacional por uma das principais emissoras do país com dezenas de bandas de Rock independentes, por exemplo. Mas vejo "artistas" dessa nova "música" brasileira recebendo cachês exorbitantes pagos com verbas públicas para animar eventos deste porte e simultaneamente promover arrastões e saques com sua ideologia pra lá de discutível. O que se fez com o Rock no Brasil, principalmente de uma década para cá, pode ser chamado de assassinato. Grandes, médios e pequenos estão sendo exterminados. Coisas incabíveis estão sendo esfregadas na nossa cara (...) Mas o show no “Verão Vivo” me traz ótimas lembranças. Quando A CHAVE mudou de formação, inicialmente entraram dois guitarristas - Edu Ardanuy e Theo Godinho -, fizemos alguns shows assim e depois somente o Edu permaneceu. Através dos anos participei de diversos projetos com o Theo, que faleceu recentemente. Um excelente guitarrista e grande amigo que deixou saudades.

Você também participou de outra grande banda brasileira de Hard Rock, o ANJOS DA NOITE, que teve como guitarrista em uma primeira fase o Edu Ardanuy, com quem você já havia tido contato por meio d' A CHAVE DO SOL. Como surgiu o convite para participar do grupo?

Fábio: O convite veio através do próprio Edu, que deixou A CHAVE para formar esta banda em 1989, ao lado de seu irmão, e também guitarrista, Atila e do vocalista Marco Sergio (Bavini), filho do cantor Sergio Reis. Permaneci na banda por cerca de um ano e meio. Foi uma experiência muito legal estar em uma banda que estava dando um passo além, para um reconhecimento pela grande mídia e por um público mais abrangente. Todavia, a carreira da banda foi como uma volta de montanha russa, pois o próprio estilo, o Hard Rock, já estava sendo literalmente engolido pelo Grunge lá fora e aqui no Brasil nunca teve força razoável para se tornar um estilo de música popular. Mas foi muito divertido enquanto o combustível do foguete durou.

A sua incursão pelo Rock progressivo pode ser sentida por meio da participação na banda paulistana VIOLETA DE OUTONO, que trazia um som mais psicodélico. Como foi a experiência?

Fábio: Toquei com o VIOLETA DE OUTONO entre 1997 e 2001, gravei vários trabalhos com eles, incluindo um disco ao vivo. Sempre gostei do clima da banda, desde que apareceram na cena nos anos oitenta, quando tiveram um bom destaque na mídia. Sempre os considerei mais ousados do que o que estava rolando na época, um som mais experimental, mas que ainda cativava os ouvidos mais simplistas por ser naturalmente agradável. Certa vez dividimos o palco em um festival, quando eu ainda tocava com A CHAVE DO SOL, mas viemos a nos conhecer apenas dez anos depois, em uma festa de Helloween na qual o Zé do Caixão fechou a noite com um show bizarro e um caixão de verdade foi sorteado entre os participantes. Fizemos diversos shows, muitas jams no estúdio e viajamos bastante. Um período muito agradável.

O blog: A CHAVE DO SOL tem em seu acervo outra entrevista com Fábio Ribeiro, concedida ao fã clube de ANDRÉ MATOS, em que o músico diz que se sentiu lesado por BETO CRUZ e que "A New Revolution" é seu pior registro. Confira abaixo:

http://achavedosol.blogspot.com.br/2012/04/fabio-ribeiro-tecladista-relembra-sua.html 

24 de maio de 2013

The Key - A New Revolution (1990) Full Album

Esse é o LP que os remanescentes d' A CHAVE DO SOL gravaram em 1989, sob o nome de A CHAVE, após a saída do membro-fundador Rubens Gióia (PATRULHA DO ESPAÇO, YANKEE) em dezembro de 1987.
O disco "A New Revolution" foi lançado em 1990, com a banda passando a se chamar THE KEY, pela Devil's Records, nunca sendo reeditado em CD. Paradoxalmente, esse disco foi divulgado por outra formação do grupo que então se chamava CHHAVE.



00:00 - 01 - Intro
00:54 - 02 - We Hear the Call
05:37 - 03 - Before the Bridge Falls Down (releitura de "Sun City")
10:12 - 04 - Storm Clouds
14:51 - 05 - Pretty Old Lover
18:50 - 06 - Empty Bed
23:43 - 07 - Waiting for Tomorrow
27:41 - 08 - This Is My Way
31:49 - 09 - A New Revolution

Eduardo "Edu" Ardanuy (DR. SIN, ANJOS DA NOITE) - guitar
Fábio  Ribeiro (ANGRA, SHAMAN) - keyboards
Luis Domingues (LINGUA DE TRAPO, PATRULHA DO ESPAÇO) - bass
Roberto Malltauro Cruz (ZENITH, MERKANA ) - voice
José Luiz Rapolli - drums

Download de MP3 em Armazem do Rock Nacional.
Senha: brrock

14 de setembro de 2012

1990-1991, a fase Kiko Loureiro.

Depois do SEPULTURA, a banda nacional mais famosa do Brasil, nacional e internacionalmente, dentro do Heavy Metal é o ANGRA. Só por isso, já seria um mérito enorme que o celebrado guitarrista original da banda do ex-VIPER André Matos tenha começado a carreira na A CHAVE. E mais, esse mesmo guitarrista está hoje numa das quatro bandas de Thrash Metal mais bem-sucedidas do mundo, que é o MEGADETH. Estamos falando, é claro, de Kiko Loureiro.

Nascido no Rio de Janeiro em 1972, para entender a entrada do músico chamado Pedro Henrique Loureiro, é preciso contextualizar a situação que A CHAVE passava em 1990. O grupo havia se formado em janeiro de 1988, após Rubens Gióia encerrar A CHAVE DO SOL no mês anterior e com isso a banda teve de mudar de nome para saldar dívidas e cumprir compromissos do disco então recém-lançado "The Key". O nome escolhido foi homônimo ao grupo paranaense dos anos 1970. Essa banda adquiriu identidade própria ao cantar só em inglês e investir numa sonoridade mais virtuosa e, ao que acreditavam, nos padrões do Hard Rock da época.


Kiko Loureiro no show de lançamento do disco "A New Revoltion" em outubro de 1990 em São Paulo.
Após muito se esforçarem e lutarem para registrar seu som em vinil (ver capítulo anterior -  A SER ESCRITO), A CHAVE passou pelos mesmos sofrimentos que quase todas bandas pesadas nacionais sofreram nos anos 1980: comiam o pão que o diabo amassou e pisoteou para conseguir lançar um disco e então a falta de apoio e as tensões causadas no processo faziam o grupo acabar. A primeira baixa foi o baixista (que trocadilho) Luiz Domingues. Único membro original d' A CHAVE DO SOL abandonou o navio, pois a sonoridade do grupo não o agradava em nada e ele gravou o disco como se estivesse fazendo um favor ao amigo Beto Cruz. Insatisfeito pela mixagem final feita pelo vocalista, Fabio Ribeiro alega ter se sentido lesado do pelo ego do companheiro, deixando A CHAVE sem tecladista. Ribeiro foi para o ANJOS DA NOITE, grupo o qual o guitarrista Edu Ardanuy já fazia parte e decidiu fincar ancora nele. Finalmente, o baterista Zé Luis Rapolli não quis continuar com o grupo.



Sozinho, porém determinado em seguir com o grupo, Beto Cruz ainda levaria A CHAVE a fazer história; mas de outra maneira. O contrato com a Devil Records foi comprida e após quase um ano da gravação, "A New Revoluion" estava pronto para ser lançado. Aqui a confusão de nomes ficou ainda mais complicado de ser entendida. O disco foi editado como se gravado por um grupo chamado THE KEY e quando foi lançado oficialmente (05 e 06 de outubro na extinta Woodstock em São Paulo), por sugestão de uma numerologista, a banda se chamava A CHHAVE.

O próprio Beto havia mudado seu nome artístico, seguindo sugestão da mesma numerologista que sugeriu A CHHAVE mudar de nome. Agora ele assinava Roberto Malltauro, suprimindo o Cruz, sobrenome do pai. O sobrenome Malltauro vinha de sua avó materna. Posteriormente, para aumentar a confusão o nome dos bateristas d ' A CHAVE DO SOL  e d' A CHAVE era muito parecido, levando a dúvida se não seria o mesmo músico com o sobrenome diferente, tal qual houve com o vocalista.

O LP "A New Revolution" do THE KEY vêm formato gatefold (capa dupla), sem encarte, mas com fotos e letras das músicas.
.Já sob o nome de A CHHAVE, o Beto, mais uma vez demostrando seu grande talento em identificar talentos prodígios, recruta o guitarrista Kiko Loureiro para o lugar do futuro membro do DR. SIN. Ainda que muito novo na época, Loureiro, nas palavras de Beto, "já quebrava tudo". Completavam o time Gustavo Winkelmann, ex aluno e roadie de Ivan Busic, na bateria, o tecladista Marcelo Castilha, de formação mais jazzistica-setentista. O baixista do grupo chamava-se Hermes (ex- SABOTAGEM, grupo abrira para A CHAVE DO SOL no Teatro Lira Paulistana em 1985).

"E sobre o Pedro "Kiko" Loureiro, pareceu-me muito determinado do que queria na vida, e sendo ainda mais jovem que o Eduardo Ardanuy, quando este entrou naquela A CHAVE, de 1988, demonstrava também uma técnica impressionante, e totalmente calcada em guitarristas virtuoses da egrégora de Yngwie Malmsteen, Steve Vai e congêneres.

"Na sua performance.mostrou uma postura de palco frenética, assemelhando-se ao Eddie Van Halen, correndo e pulando o tempo todo, demonstrando condição atlética, diferente do Edu que era bem comedido nesse aspecto, tocando parado, focado no instrumento".

Luiz Domingues em sua auto-biografia.

Poster da formação original d' A CHHAVE que saiu na Rock Brigade em 1990. Da esquerda para a direita: Hermes, Kiko Loureiro, Marcelo Castilha e Gustavo Wilkemman. Sentado: Beto Cruz.
De última hora, o baixista Hermes recebeu uma proposta de outro grupo e foi a primeira baixa n' A CHHAVE. Ele saiu no poster, porém não continuou no conjunto. Com a data do show próxima, a solução foi chamar à título de emergência o baixista Luiz Domingues. Pela amizade e determinação pela gana do vocalista Beto em manter o conjunto ativo, Domingues aceitou fazer essas duas datas lançando o disco que ele gravou com outra banda.

"Então, foi uma das situações mais bizarras da minha carreira, pois eu fui tocar como convidado de uma banda que eu não pertencia, mas havia sido membro de sua, digamos, 'encarnação anterior', mas que reformulara-se inteiramente e até um novo nome tinha, e que por sua vez, em sua origem, havia sido uma banda montada emergencialmente para suprir as necessidades inadiáveis de uma banda recém dissolvida, chamada A CHAVE DO SOL... Era para dar um nó na cabeça de qualquer um...".Luiz Domingues em sua auto-biografia.


Beto Cruz e Kiko Loureiro ao vivo em 1990.











































Os shows contaram com público pagante de, respectivamente, 70 e 150 pessoas. Ainda que tendo ocorrido em clima de confraternização e vitória, Luiz Domingues sai do grupo para continuar perseguindo suas raízes sessentistas e setentistas, como havia acordado antes dos concertos. À partir dai temos poucas informações de como a divulgação do LP, dos set-list e o que mais A CHHAVE fez. Não obstante, sabe-se que ainda no final de 1990 assumiu o baixo Carlos Zara Filho, que era conhecido como "Zarinha", e era filho do famoso, e já falecido ator, Carlos Zara. É desconhecido se mais shows ocorreram com essa formação;

Não obstante durar menos de um ano, essa formação chegou a compor e dedicar algum tempo em estúdio, que resultou em um demo de quatro músicas "bem legais por sinal", na opinião de Beto Cruz. O baterista Gustavo Wikelmman, todavia já havia saído do grupo, ficando sem substituto.

"Alguma chance dessas musicas sairem? Nao sei", responde o vocalista ao blog: A CHAVE DO SOL. "Porque apesar de estarem legais, foi apenas uma demo com bateria eletrônica...", finaliza Beto. Os anos noventa chegavam com tudo e com isso uma mudança de proporções nunca antes vistas assolava o cenário musical. Era a emergência do grunge no mainstream e no undeground o Hard Rock perdia espaço tanto para o metal melódico quanto para o extremo. Fora o desânimo advindo disso, o vocalista Beto (agora o dono da banda) já manifesta o desejo de morar no estado da Flórida nos Estados Unidos. Cruz, ou  Malltauro, já havia visitado várias vezes o país yankee, decidindo por se fixar na cidade de Fort Lauderdale (onde inclusive moram muitos latinos) para seguir uma promissão formal e formar família.

Assim, em meados de 1991, Beto Cruz encerra oficialmente a carreira d' A CHHAVE, grupo formado das cinzas d' A CHAVE, banda formada no desespero do fim d' A CHAVE DO SOL. Não se sabe a ordem que os músicos deixaram a banda, mas somente Kiko Loureiro conseguiu uma carreira sólida, sendo chamado para entregar o ANGRA. Havia chego o tão evitado momento de encerrar as atividades por uma década; até que outro grupo de guerreiros ressurgisse levantando o nome A CHAVE DO SOL.

29 de junho de 2012

Matérias na Rock Brigade




Saudações! Neste tópico ficam as novidades, entrevistas e matérias publicas na Revista Rock Brigade. Reviews de discos e shows estão em tópicos separados, não se esqueçam, hein?

° Revista Rock Brigade 18 - Substituição do Fran pelo Beto Cruz nos vocais.

° Revista Rock Brigade 26 - Entrevista "O Universo como Limite"

º Revista Rock Brigade 32 - Entrevista "Atirando para todos os lados"

° Revista Rock Brigade sem número - Poster formação "A New Revolution".

º Revista Rock Brigade número desconhecido, 1990, poster d' A CHHAVE.

!!! Tem mais A CHAVE DO SOL na Rock Brigade? Entre em contato !!!

26 de maio de 2012

TV Bandeirantes


01 . Show VERÃO VIVO - 21 de janeiro de 1988.




Apresentamos neste post um dos poucos shows "completos" que existem filmados d' A CHAVE DO SOL, que nesta época era chamada A CHAVE e apelidada de A CHAVE SEM SOL. Esta apresentação foi registrada pela tevê Bandeirantes em 1988, em um show gratuíto que ocorreu no Guarujá chamado de "Verão Vivo". A CHAVE (sem sol) foi a banda de fechamento do evento.
Representando o Hard Rock na praia estava também a galera da banda PROTEUS, grupo que tinha Ciro Botini como vocalista / guitarrista (que há muitos anos trabalha como vendedor na televisão) e o Joe  Moghrabe como guitarrista  (que fez uma participação especial nos discos "Ninja" do CENTÚRIAS e "The Other Side" da TROPA DE SHOCK).

As outras bandas no Verão Vivo eram GILIARD, ALTAY VELOSO & BANDA MEL.

A vaga aberta pela saída do guitarrista Rubens Gióia foi preenchida por Théo Godinho (ex- JAGUAR, não confundir com a banda inglesa de mesmo nome), que trouxe contigo seu aluno Eduardo "Malmsteen" Ardanuy; que conheceria fama com o DR. SIN. Era o embrião da fase THE KEY e do disco A New Revolution...

Ainda com todos problemas técnicos presenciados durante o show e ausência de material anterior a 1987, eu acho essa uma apresentação muito massa de assistir.. Uma curiosidade é que os vídeos foram disponibilizados pelo falecido guitarrista Theo Godinho (a quem prestamos nossos respeitos).

Capa em versão para impressão

Para ver os vídeos, basta clicar no nome das músicas abaixo. Bom show!!!


01 . Intro / Profecia



 02 . Sun City



03 . A Woman Like You



04 . Sweet Caroline



05 . Solo de Guitarra de Ardanuy



06 . A Chave é o Show (preto e branco e com os créditos)



07 . Bastidores



08 . A Chave é o Show (colorido e sem os créditos)



A CHAVE (sem sol) em 1988:

Beto Cruz - Vocal
Luiz Domingues - Baixo
Zé Luiz Dinola - Bateria
Theo Godinho - Guitarra
Fabio Ribeiro - Teclados
Edu Ardanuy - Guitarra

Bônus - Conheça a banda PROTEUS !!!



01 . Corações em Chamas



02 . Eu Quero Você (passagem de som)



03 . Hora de Ceder

9 de abril de 2012

Fábio Ribeiro: tecladista relembra sua passagem pela A CHVE DO SOL.

Veterano tecladista das bandas OVERDOSE, ANJOS DA NOITE, ANGRA, SHAMAN e muitos outros projetos e artistas, o famoso tecladista Fábio Ribeiro passou a limpo sua carreira em entrevista ao Fã-Clube de André Matos. O bate-papo foi conduzido pelo presidente do referido fã-clube, meu bom amigo e conterrâneo, Raoní Teixeira e publicado em março de 2009.

Fonte: Andre Matos: entrevista com o tecladista Fabio Ribeiro - Entrevistas http://whiplash.net/materias/entrevistas/085427-andrematos.html

Confira abaixo a parte da conversa em que Fábio relembrou sua primeira "banda grande", A CHAVE DO SOL:

"Eu ingressei na A CHAVE DO SOL em 1987, por intermédio de uma namorada minha que tinha um amigo de colégio que era roadie da banda. Na época eles estavam lançando o LP 'The Key', com Rubens Gioia (guitarra), Luis Domingues (baixo), Roberto Cruz (vocal) e Ivan Busic (bateria). Foi a primeira banda mais 'profissional' com a qual trabalhei. Existia um fã clube bem organizado, uma grande quantidade de fãs muito fiéis, shows lotados, aparições na mídia e uma boa estrutura de equipamento, empresariamento etc. Logo em seguida houve uma mudança de formação*, com a entrada de Edú Ardanuy (guitarra) e José Luiz Rapolli (bateria). Permaneci na banda por mais de dois anos, até que eu e todos os demais integrantes saímos após o único disco que lançamos juntos ter sido mixado às escondidas somente pelo vocalista, cujo resultado (e a própria atitude) nos decepcionou muito. Foi a primeira vez que me senti lesado pelo ego de um companheiro de banda, e considero este ('A New Revolution') o pior trabalho que já registrei. Foi a primeira vez que senti que neste universo nem tudo são flores e que todo o cuidado é pouco".

"Mas minha permanência na banda foi gratificante. No meio musical, uma coisa leva a outra, e com a exposição gerada pela A CHAVE DO SOL eu fui convidado a participar de diversos trabalhos de outras bandas, gravando e excursionando".

Fábio Ribeiro tocando com A CHAVE. LP "A New Revolution", 1990.
















Mais a frente, ao ser perguntado como conheceu o vocalista André Matos, Fábio diz:

"Conheci o Andre em 1987, quando eu ainda tocava com A CHAVE DO SOL. Até o início dos anos noventa, essa banda compartilhou vários shows com o VIPER".

Fábio Ribeiro ao centro d' A CHAVE em 1988.



Nota*: Ainda que não seja citado por Fábio houve uma outra formação com o baterista original José Luiz Dinola e o falecido Théo Goddinho (ex- JAGUAR, não confundir com a banda inglesa) na segunda guitarra; que transformou temporariamente A CHAVE sem sol exteto.