As faixas 06 e 07 são, respectivamente, covers de CARL PECKINS e THE JIMI HENDRIX EXPERIENCE. As faixas 08 e 09 são provenientes de uma Demo Tape de 1984. A faixa Segredos está sem vocal, mas é seu instrumental é bem parecido com a versão do EP de 1985.
A Chave do Sol. Teatro Piratininga / SP 1983. Segundo disco da série de bootlegs.
Rubens Gióia - guitarra e voz. José Luiz Dinola - bateria e voz. Luiz Domingues - baixo e voz.
Técnico de som 1983: Pérsio. Produção Sonora e visual em 2020: Kim Kehl. Apoio: Crossover Records.
01 . Átila (02:51). 02 . Luz (04:08). 03 . Utopia (02:44). 04 . Intenções (04:34). 05 . 18 Horas (07:24). 06 . Crisis (Maya) (04:03). 07 . Let Me In (Teenage Love Affair) (03:12) DERRINGER 08 . Blue Suede Shoes (02:47) CARL PECKINS. 09 . Black Night (04:03) DEEP PURPLE. 10 . Tie Your Mother Down (06:42) QUEEN. 11 . My My Hey Hey (04:40) NEIL YOUNG. 12 . Purple Haze (07:11) THE JIMI HENDRIX EXPERIENCE. 13 . Jumping Jack Flash (4:00) THE ROLLING STONES. 14 . Cocaine (02:37) J.J. CALE 15 . Blue Wind / Train Keept A Rollin' (04:25) JEFF BECK & JAN HAMMER GROUP. 16 . Wild Thing (04:05). THE TROGGS
A Chave do Sol. Ao Vivo 1982 / 1983. Primeiro volume da série de bootlegs.
Rubens Gióia - guitarra e voz. José Luiz Dinola - bateria e voz. Verônica Luhr - voz. Luiz Domingues - baixo e voz.
Convidada especial: Rosana Gióia, irmã do Rubens, nos backing vocals.
Foto: Renato Seize Ogawa. Produção sonora e visual: Kim Kehl Apoio: Crossover Records.
01 . Brown Sugar (03:36). 02 . Honk Tonk Woman (02:53). 03 . Muito Romântico (04:04). 04 . My My Hey Hey (04:42). 05 . O Contrário do Nada é Nada (02:44). 06 . Brown Sugar (03:32). 07 . Johnny B. Good (03:44). 08 . Jumping Jack Flash (04:35). 09 . Now I'm Here (04:29). 10 . My My Hey Hey (04:46). 11 . Honk Tonk Woman (03:04). 12 . O Contrário de Nada é Nada (02:31). 13 . Johnny B. Good (03:54).
As faixas de 01 a 07 foram gravadas em evento fechado em São Paulo, SP, no dia 31/12/1982. As faixas de 08 a 12 foram gravadas no Café Palheta's em São Paulo, SP, no dia 01/01/1983. Todas as músicas são covers.
As faixas 01, 02, 06, 08 e 11 são originais dos THE ROLLING STONES. A faixa 03 é original de CAETANO VELOSO. As faixas 04 e 10 são originais de NEIL YOUNG. As faixas 05 e 12 são original d' OS MUTANTES. As faixa 07 e 13 são originais de CHUCK BERRY. A faixa 09 é original do QUEEN.
A Chave do Sol. Ao Vivo em Limeira/SP 1983. Quarto disco da série de bootlegs. Registrado num show como banda de abertura para a PATRULHA DO ESPAÇO.
Rubens Gióia - guitarra e voz, José Luiz Dinola - bateria e voz. Luiz Domingues - baixo e voz.
01. Luz (04:20). 02 . Utopia (03:17). 03 . Intenções (04:32). 04 . 18 Horas (07:55). 05 . Átila (00:37). 06 . Blue Suede Shoes (02:49) cover de ELVIS PRESLEY (original de CARL PERKINS). 07 . Tie Your Mother Down (05:53) cover do QUEEN. 08 . Foxy Lady (03:27) cover do JIMI HENDRIX EXPERIENCE. 09 . Cocaine (02:32) cover do ERIC CLAPTON. 10 . My My Hey Hey (04:34) cover do NEIL YOUNG. 11 . Jumpin' Jack Flash (03:55) cover do THE ROLLING STONES. 12 . Blue Wind / Train Kept a Rollin' (04:14) cover de JEFF BECK WITH THE JAN HAMMER GROUP.
Fotos da capa e contracapa: Fábio Rubinato Produção de áudio e criação & lay-out de capa em 2020: Kim Kehl Apoio: Crossover Records
A Chave do Sol. Dose Dupla/1986. Sexto disco da série de bootlegs.
Rubens Gióia: Guitarra e Voz. Beto Cruz: Voz e Guitarra. José Luiz Dinola: Bateria e Voz. Luiz Domingues: Baixo e Voz.
Produção de áudio e criação & lay-out de capa em 2020: Kim Kehl. Apoio: Crossover Records.
01 . Saudade (04:48) 02 . Sun City (04:40) 03 . O Cometa (05:06) 04 . Solange (04:12) 05 . O que será de todas as crianças (04:27) 06 . Forças do bem (04:00) 07 . Saudade (04:40) 08 . Sun City (04:28) 09 . Trago você em meu coração (04:28) 10 . O que será de todas as crianças (04:13) 11 . Desilusões (03:20) 12 . Solange (04:02)
Faixas de 01 a 06 gravadas no Nosso Estúdio. em São Paulo / SP. Abril de 1986.
Faixas de 07 a 12 gravados no Studio V, em São Paulo / SP. Outubro de 1986. Técnico de som: Clovis Roberto da Silva.
RESENHA: Ao Vivo em Limeira/SP 1983 - A CHAVE DO SOL.
NOTA: 8,00.
A série de lançamentos bootlegs, ou piratas, no bom português, chega a seu quarto volume. Organizada pelo baixista Luiz Domingues (também ex PATRULHA DO ESPAÇO, PEDRA, PITBULLS ON THE CRACK etc), a série de discos - em formato mini-lp - resgata demos e shows importantes para a carreira do grupo A CHAVE DO SOL. Com produção sonora e visual de Kim Kehl (lembra a música "Mar Metálico" da PATRULHA DO ESPAÇO?), esses bootlegs foram retirados de antigas fitas e restaurados ao máximo, tirando ruídos, com excelente resultado final. O show resgatado neste quarto volume é a histórica apresentação d' A CHAVE DO SOL para milhares de pessoas, seu primeiro concerto fora de sua cidade natal, também o último antes da fama, finalmente, chegar e apresenta canções inéditas.
Em meados de 1983, A CHAVE DO SOL se recuperava da perda da vocalista Verônica e procurava lugares maiores para tocar, inclusive chegando a se auto-produzir (em show registrado no volume anterior da série de bootlegs). Foi então convidada para abrir um show da PATRULHA DO ESPAÇO num ginásio da cidade de Limeira, interior de São Paulo, a 180 km da capital. Com público pagante de 2.500 pessoas (estima-se que tivessem mais pessoas, de penetras e convidados, na platéia), essa foi a primeira vez que A CHAVE DO SOL se apresentou fora da capital de São Paulo e esse concerto lhes deu a força e confiança para três dias depois se apresentarem no programa A Fábrica do Som e se tornarem conhecidos do grande público.
Após essa pequena contextualização que o conjunto de Hard Rock / Jazz Rock vivia, vale ressaltar a importância do projeto do baixista Luiz Domingues em lançar esse material, que, não obstante pirata e sem a qualidade de gravação de um disco oficial, representa muito para todos que curtem A CHAVE DO SOL. São "discos piratas oficiais", que acompanhariam o show de retorno d' A CHAVE DO SOL, contando com Rubens Gióia e Luiz Domingues na formação em 2020, que não aconteceu por conta da pandemia do novo Corona vírus. Como já foi frisado, mas não custa ser redundante, são registros oriundos de velhas fitas cassete e de rolo que foram esmiuçadas para serem restaurados ao máximo de qualidade pelo guitarrista Kim Kehl (da banda KIM KEHL E OS CURANDEIROS), que também cuidou da parte gráfica. Ainda assim não espere a qualidade de áudio de um disco oficial ao vivo. O material foi muito restaurado, mas sua qualidade ainda não é 100%. Não obstante, o som ficou excelente, dadas as condições originais do registro e o fato de não haverem overdubs (correção posterior de estúdio dos instrumentos).
Feitas as ressalvas e contextualizações, vamos ao que o cd apresenta. Esse show tem menos números instrumentais e covers que o concerto lançado no volume anterior, afinal, A CHAVE DO SOL era a banda de abertura da PATRULHA DO ESPAÇO. Não obstante o headliner ter cedido mais tempo de palco ao conjunto mais novo, A CHAVE DO SOL apresentou quase todo seu repertório autoral e também faltaram alguns covers que ainda faziam naqueles tempos. Logo ao se colocar o cd para tocar salta aos ouvidos a qualidade que A CHAVE DO SOL tinha atingido nas suas apresentações na época. O grupo estava tão ensaiado que não se notam erros de tempo ou execução dos temas. Quando muito um backing vocal dura um segundo a mais e só. Para uma banda que então tinha menos de um ano de existência e só uma demo-tape oficial, isso é um mérito e tanto.
O show abre com "Luz" numa versão bem próxima àquela que ficou eternizada no primeiro registro fonográfico d' A CHAVE DO SOL. Os temas que seguem são um verdadeiro presente aos fãs, pois acabaram não sendo gravadas oficialmente e aqui apresentam sua melhor performance. "Utopia" tem levada à la "Summertime Blues" (na versão do THE WHO), com o baterista Zé Luis nos vocais. "Intenções" tem começo rápido e tempos quebrados que cai numa levada mais "groove" com letra de preocupação ambiental, cantada e escrita pelo baixista Luiz Domingues. Um ponto negativo é que a voz ficou, ainda assim, um pouco baixa, o que é compensado pelo solo de guitarra esmigalhador de Rubens Gióia. Rubens, além da guitarra e da voz, assume a função de mestre de cerimonias apresentando a banda toda - menos ele próprio - durante "18 Horas". Solos de bateria e de baixo, com muitos "urras" da plateia mostram que A CHAVE DO SOL aqueceu o clima naquela noite de inverno. Até pela proposta de ser a apresentação dos musicistas, o tema está bem diferente da versão oficial no single. "Atila" encerra as canções autorais, pouquinho menos da metade do set, e é uma pena que não tenha sido gravada inteira. Felizmente, no volume III da série de piratas, é possível ouvir o tema todo.
Saiba mais sobre o show onde esse bootleg foi gravado no relato do próprio baixista Luiz Domingues. Como o texto é grande e abrange um longo período de tempo, convém pesquisar por Limeira se você quiser ler somente sobre esse show:
Sete das doze músicas apresentadas no cd são covers. Tocando números das décadas de 50, 60 e 70, A CHAVE DO SOL destoa totalmente do padrão típico dos anos 1980; que era tocar bandas já daquela emergente década. Exatamente todas as músicas tocadas estão diferentes das originais, que não foram compostas para serem executadas por um power trio. Logo na primeira, "Blue Suede Shoes", muda o idioma do show do português para o inglês, mas Rubens dominou a língua de Shakespeare muito bem, sem imbromations ou macarronês. O timbre e efeito de guitarra de Rubens é marcante. Os covers não foram tirados notas a nota ficando com uma "característica A CHAVE DO SOL" que vale a audição. Por exemplo, "Jumpin' Jack Flash", com vocal principal de Luiz Domingues, está mais virtuosa nas convenções. "My My Hey Hey" está com andamento mais rápido e, obviamente, sem gaita. É engraçado que Rubens apresenta esse cover de NEIL YOUNG como "voltar aos velhos tempos", mas ele era na ocasião a música mais recente (lançada em 1979)! Quase todos esses covers estão no "Volume III", porém aqui o público estava participando mais do show. Um exemplo disso é "Cocaine", na voz principal do baterista Zé Luis, com os presentes empolgados no refrão. A mais próxima do original é "Foxy Lady", que A CHAVE DO SOL procurou reproduzir até os sussurros e chiados da introdução. Interessante que no volume anterior o cover de JIMI HENDRIX seja "Puple Haze" com um extenso solo final de guitarra.
"Blue Wind", do JEFF BECK, intercalada com "Train Keept a Rollin'" do THE YARDBIRS está mais próxima da versão ao vivo do disco creditado a JEFF BECK WITH THE JAN HAMMER GROUP (de 1977), mas, obviamente, sem teclados. Curiosamente, essa mesma música voltou para o repertório d' A CHAVE DO SOL na versão instrumental da banda que tocou no ano de 2000, com Rubens, Zé Luis e o baixista Beto Birger. Neste show de 1983, entretanto, temos um solo de baixo bem interessante de Luiz Domingues, porém o solo mais legal aconteceu no cover de QUEEN. Em "Tie Your Mother Down", durante o solo de baixo o público começa a gritar bastante e organiza um audível coro gritando "pauleira, pauleira, pauleira". Esse com certeza deve ter sido um show muito divertido.
Finalizando, esse quarto volume, da série de seis bootlegs, apresenta um registro que vale ouro para todos que curtem A CHAVE DO SOL, não obstante o repertório quase inteiro desse volume estar todo no anterior. Todavia, nesse a plateia interage mais e as versões de "Utopia" e "Intenções" ficaram com som mais legal. Ainda assim, no volume III está o instrumental "Átila" completo, além de "Crisis (Maya)", que não foi executada no show do Volume IV. Resumindo, quem for fã d' A CHAVE DO SOL vai apreciar os dois cd's. Ressaltamos, outra vez, a iniciativa do baixista Luiz Domingues de presentear os fãs com esse registro e ainda que o áudio esteja muito bom, dadas as condições do registro, não é aquele de um disco ao vivo oficial. "Ao Vivo em Limeira/SP 1983" vem no formato envelope simples, sem plástico interno ou externo, e mídia de cdr impresso.
Quem quiser adquirir o esse volume, e os outros três anteriores, deve contatar o baixista Luiz Domingues no e-mail ou pelas redes sociais:
O tempo não existe para quem se esforça. Essa devia ser a máxima que A CHAVE DO SOL tinha como base de apoio em maio de 1983. Com oito meses de banda, tendo recém perdido uma excelente vocalista e um contrato de estabilidade num bar chic e elegante, o grupo seguiu buscando oportunidades. Se auto-produziu e conheceu prejuízo. Deveria forcejar outras casas noturnas e, portanto, financiou uma fita de demonstração, as populares demo-tapes. Com gravação caseira e não muita sofisticação e/ ou conhecimento de como realizar semelhante registro, e tomando as devidas proporções, a fitinha, que não foi escutada desde 1983 até 2016 (e nem possivelmente armazenada corretamente), apresenta excelente qualidade de gravação.
Lembramos que o caráter da gravação foi emergencial, nitidamente "precisamos tocar, alguém tem que contratar nossos shows e para isso necessitamos de um material de amostra". Adicionalmente, cada tema da mesma foi registrada em ensaios ao vivo em um único take, sem overdubs ou sobre-posições.
Em uma época em que o Hard Rock mainstream era gravado com produtores que cobraram preço de ouro e todo o nicho musical estava na mão das gravadoras, que queriam lançar moda e lucrar muito em cima delas, a A CHAVE DO SOL foi ousada. As músicas do grupo eram nada comerciais, em nada seguiam a cartilha em voga na época.
Mais do que as músicas não serem comerciais, o grupo apostou em três longos temas instrumentais que fretavam com o Fusion (Jazz-Rock) e o Blues Rock. Para ser mais démodé, ainda haviam dois covers na fita, um dos anos 1960 e outro dos primóridos do Rock'n'Roll, na década de 1950. As composições próprias com vocal não eram em nada convencionais e os arranjos evocavam, em consonância com a proposta do trabalho, o som clássico e idealizado de décadas passadas do Rock pesado.
Nesse momento da década de 1980 havia uma ideia senso comum de que tudo que já passado no Rock'n'Roll não era bom o suficiente para aquele tempo. Que a própria noção de Rock precisaria ser reconstruída por aquela geração. Ideologia essa que respaldava os novos estilos que surgiam e em que as gravadoras investiam. Um processo de retro-alimentação.
A CHAVE DO SOL, nesse momento, buscava contatos para se apresentar em bares, não, um contrato de gravação. Todavia, tal modus operanti das gravadoras era reproduzido no underground, pois já há mais de trinta anos, o que está na "crista da onda" é o que lota os bares. A CHAVE DO SOL teria então alguma chance de conseguir chegar lá? Sim e pelo seu próprio esforço e esmero na construção deste trabalho. Ainda que o caminho não tenha sido fácil, foi com essa fita que o grupo conseguiu seu contato com o programa de televisão A Fábrica do Som; que realmente os fez famosos. Novamente, a temporalidade, o démodé, o fora de moda, não existe para quem acredita no seu trabalho.
Analisando-se o registro, gravado em uma só aba de guitarra, salta aos ouvidos o grande esmero, sincronia e afinidade que os músicos d' A CHAVE DO SOL tinham entre sí. São músicas intrincadas executadas sem erros, como somente as horas intermináveis em incansáveis ensaios cotidianos permitem atingir. Ainda que o som de bateria esteja um pouco fraco, o timbre da guitarra é adequado e o baixo soa forte. As duas canções conhecidas da fita, são os números de abertura, "Luz" e "18 Horas" as mesmas do primeiro registro do conjunto, que sairia em compacto simples no próximo ano. São quase como uma cópia xerox, os mesmos arranjos, diferenças menores de execução aqui e acolá; dispensando maiores explanações. "Utopia", esse belo conto fantástico, foi inspirada pela versão do THE WHO para "Summertime Blues", porém é diferente o suficiente do modelo para ser acusada de plágio por qualquer maneira. Ela também é a única prova dos talentos do baterista José Luiz Dinola como cantor. Se A CHAVE DO SOL fosse o BLACK SABBATH, "Utopia" seria sua "It's All Right".
As outras duas faixas instrumentais são "Atila" e a longa "A Dança das Sombras". A primeira tem o gosto do TEN YEARS AFTER ainda dos anos sessenta, um jazz-rock com destaque para o trabalho impecável de Luiz Domingues. A segunda tem começo muito intrincado e, infelizmente, a guitarra de Rubens Gióia soa com timbre um tanto ardido. É uma canção mais difícil para o público em geral, e especialmente os dos barzinhos, tendo sido acertada a sua escolha para o final do k7. Esses quatro temas deveriam, contudo, ser oficialmente registrados.
Nos dois covers presentes, o de JIMI HENDRIX EXPERIENCE e de ELVIS PRESLEY, A CHAVE DO SOL fez o possível para manter o arranjo original, mas já dando mostras de sua originalidade. O destaque de ambos é Rubens Gióia. Os solos genuínos foram refeitos com muito bom gosto e o guitarrista se sai muito bem como vocalista. Seu inglês, ainda que não irretocável, é suficientemente bom (lembre como as bandas nacionais cantavam em inglês nessa época). Na composição de Perkins, A CHAVE DO SOL ainda fez um arranjo blues muito certeiro ao final.
Como a banda ambicionava os palcos, talvez o único erro da fita demo seja a ordem das músicas, por já colocar uma instrumental logo no começo do registro. Como é de conhecimento público, muitas vez os "responsáveis" por esses estabelecimentos nem se dignavam a ouvir os cassetes inteiros, o que justificaria colocar todas as "apostas", os destaques da fita no começo. Doravante, uma sugestão de ordem que pudesse ser mais eficiente seria "Luz", "Utopia", "Purple Haze", "18 Horas", Blue Suede Shoes", "Atila" e "A Dança das Sombras". Tal alvitre, por conseguinte, cai na ceara dos testes de possibilidades; já que como conta a História, esse fita caseira conseguiu abrir a porta necessária para fazer, naquele momento, A CHAVE DO SOL famosa.
Temas 02, 04 e 07 compostos por Dinola, Gióia e Domingues.
Tema 01 composto por Domingues.
Tema 03 compostos por Hendrix.
Tema 05 composto por Gióia e Domingues.
Tema 06 composto por Perkins.
A CHAVE DO SOL:
Rubens Gióia - Guitarra e Vocal (faixa 01, 02, 04).
José Luiz Dinola - Bateria e Vocal (faixa 05).
Luiz Domingues - Baixo.
Gravação e produção em maio de 1983 : A CHAVE DO SOL
Material armazenado em fita K7 e digitalizado em 2016
Fotos promocionais e ao vivo de 1983 : Seiji Ogawa
Material de portfólio : Acervo de Luiz Domingues
Produção para a Internet em 2016 : Jani Santana Morales
Resenha por Willba Dissidente. *
Em sua festa de aniversário para o presente ano, realizada numa sexta-feira, a primeira do mês de maio, o guitarrista Rubens Gióia se juntou ao baixista e vocalista Daniel Kid mais o baterista Luiz Albano para reviver o grupo 6L6. No repertório, o power trio refez grandes músicas de nomes como JIMI HENDRIX EXPERIENCE, QUEEN, JEFF BECK, YARDBIRDS e também rolaram dois clássicos d' A CHAVE DO SOL, primeiro "Sun City" e também "Luz".
Na festa sediada no bar Santa Sede, próximo à estação Jardim São Paulo do metro, em São Paulo, capital, estavam presentes muitos rockers e inclusive representantes de alguns programas de rádio web, como Stay Rock e Massacre Sonoro, e o casal Cátia e Edgard "Bolívia" Rock, que além de registrarem inúmeras fotos bem sacadas do evento, ainda gravaram quando o 6L6 levou as duas músicas d' A CHAVE DO SOL. Confira abaixo!
Há também uma filmagem solo para a música "Luz" que contou com o vocalista e mestre de cerimônias Willba Dissidente como frontman.
Os fãs e admiradores do trabalho, agradecem o presente, esperam que o power-trio siga as atividades e inclua mais canções d' A CHAVE DO SOL em seu set-list.
Foi com essa palheta que Rubens comandou sua festa rocker de aniversário para o ano de 2016.
Banda 6L6:
Daniel Kid - baixo e vocal.
Rubens Gióia - vocal e background vocals.
Luiz Albano - bateria.
Mantendo sua orientação de buscar dos artistas mais recentes aos pioneiros e dos aclamados aos undergrounds, o blog Armazem do Rock Nacional disponibilizou recentemente TODA a discografia oficial d' a A CHAVE DO SOL para cópia e tem o disco da A CHAVE (sem sol), a popular THE KEY.
A postagem inclui uma mini-biografia escrita pelo baixista Luiz Domingues ao Wikipedia, que já havia sido reproduzida em outros sites, como A Nave dos Deuses.
Lembramos que os arquivos em MP3, legalmente, só podem existir por 24 horas após serem copiados, ou você terá de adquirir os discos originais, e também que a responsabilidade pelos mesmos são do site fonte, ou seja, o Armazem do Rock Nacional.
A CHAVE DO SOL antes do show na Pq. da Aclimação, Praça do Rock, em 1985.
Saudações! Continuando nosso trabalho de apresentar, cronologicamente, as biografias cruzadas do membros d' A CHAVE DO SOL, hoje é dia de abrir os arquivos pessoais do guitarrista Rubens Gióia. O maestro das seis cordas, ele foi o fundador d' A CHAVE DO SOL, seu sonho de infância, grupo que criou aos 12 anos enquanto ainda aprendia a tocar. Rubens é, portanto, o único membro que esteve em todos os shows eventos etc referentes `a A CHAVE DO SOL.
Rubens Gióia em 1985, numa foto que acabou não ilustrando o EP "Anjo Rebelde".
01 . A CHAVE DO SOL (1978-1980).
Formada por Rubens junto com Dedé Maluco (baixo) e Sílvio Sisudo (bateria) , A CHAVE DO SOL, como já foi dito foi seu sonho de adolescência e sua criação, sua obra-prima. A primeira versão da banda se formou após o músico dominar o instrumento e, infelizmente, não deixou registros. "Um sonho de infância não sai fácil da gente" e A CHAVE DO SOL voltaria algumas vezes. Para efeitos de classificação, essa primeira versão da banda é mencionado no blog como "A Chave Não Famosa".
02 . SANTA GANGUE (1980-1981).
Rubens foi membro do SANTA GANGUE, gravando o único registro do grupo, o EP "Rock 'n' Roll pra Valer". Ainda que não apareçam na foto de capa, os dois ex- A CHAVE DO SOL MK I, Gioia e o baterista Sisudo, foram quem gravou o disco e saíram juntos da banda. O grupo, claramente influenciado por THE ROLLING STONES, THE FACES e outros, infelizmente, findou após seu único registro fonográfico. Curiosamente, Charles Gavin do TITÃS, antes da fama, é quem aparece na foto do disco. 03 . MADE IN BRAZIL (1981)
Talvez pela similaridade de estilos, Rubens passou alguns meses pelo MADE IN BRAZIL , à chamado de amigos do baterista Sisudo que também compunha o SANTA GANGUE. Como foram só alguns shows, inexistem registros. 04 . A CHAVE DO SOL (1982 - 1987).
Em 1982, Rubens se juntou com Luiz Domingues e Zé Luis Dinola. O músico se considerava o pior entre os, respectivamente, baixista e baterista. Doravante, passou a "apelar a pirotecnias" como tocar com os dentes, nas costas e muitos trejeitos que faziam sucesso entre os admiradores do trabalho.
Rubens tocou em todos os registros d' A CHAVE DO SOL:
- O compacto "18 Horas / Luz", de 1984;
- O EP "Anjo Rebelde", de 1985;
- As duas demo tapes de 1986;
- O Full-lenght "The Key", de 1987.
Nesse ponto, acreditando que o grupo se tornou "mais mercadológico que artístico", o guitarrista abandonou o barco, e como o nome da conjunto era uma marca sua, A CHAVE DO SOL teve de acabar. O ponto final veio em uma reunião entre o natal de 1987 e o reveillon de 1988. Até então, o lançamento do disco metade em português e inglês, excluindo composições suas como "Saudade", "O que será de todas as crianças" em favor de "A Woman Like You", "Sweet Caroline", foi "o começo do fim".
Os membros remanescentes mudaram o nome do grupo para A CHAVE e lançaram um disco como se chamassem THE KEY. 05 . A CHAVE DO SOL (1989).
Houve de fato, a ideia de remontar o grupo ainda nos anos oitenta buscando a sonoridade do início de carreira. O baterista José Luiz Dinola havia topado, mas o Luiz Domingues declinou, por estar, justamente, na banda dissidente d ' A CHAVE DO SOL, A CHAVE. Não foram realizados ensaios e o plano foi descartado.
06 . PATRULHA DO ESPAÇO (1989-1992).
Sendo recrutado pelo amigo de longa data, e de quem era fã, o baterista Rolando Castello Júnior, Gióia se juntou ao baixista Sergio Santana. O power trio gravou algumas demos em 1990 e chegou a fazer algumas apresentação sendo a volta d' A PATRULHA DO ESPAÇO.
Todavia, uma tragédia atingiu o grupo nesse ano, que foi o falecimento precoce do baixista e vocalista Sergio Santana.
Abalados, mas sem deixar a peteca cair, A PATRULHA DO ESPAÇO foi remontada, adicionando o vocalista Percy, o baixista Rene Seabra (ambos já falecidos) e o guitarrista Xando Zupo (PEDRA, BIG BALLS). Rearranjando muitas temas antigos para a sonoridade Heavy Metal oitentista e lançando dois números, o resultado, sob produção de Paulo Zinner (GOLPE DE ESTADO,) foi o LP "Primus Inter Pares".
O disco, merecidamente, é uma homenagem ao Sergio. Infelizmente, ele só lançado oficialmente um ano após ter sido gravado.
07 . YANKEE (1992 - 1993).
Quando o empresário Aldo Ghetto ouviu o cantor André Cock e conheceu suas ideias para uma banda de Hard Rock, ele soube que tinha em mãos uma chance grande para um grupo de sucesso. Não medindo esforço, Ghetto chamou os melhores para trabalhar com o conjunto, que se chamaria YANKEE, o produtor Marcelo Sussekind, do HERVA DOCE e Rubens Gióia como colaborador.
O guitarrista arranjou todas as músicas, gravou todas as guitarras e ainda compôs alguns temas. Para os shows, a banda teria outra formação. Estava tudo certo para o estrelato, porém o vocalista André Cock, tragicamente faleceu num acidente de carro. Com a morte do lider do YANKEE, a banda nem teria como continuar.
08 . PATRULHA DO ESPAÇO (1995).
Após o fim da banda, o drummer 'n' dreamer Rolando Castello Júnior, se especializou no ramo de Workshops por todo o Brasil. Em um giro específico pelo sul do país, ele chamou conhecidos ex-patrulheiros para tirar a nave do Hangar: Percy, Cockinho (ambos já falecidos) e Rubens Gióia. O grupo ainda teve tempo de fuzuarcar no estúdio, porém, ainda que se cogitasse um álbum, somente uma nova demo de "Gata" nasceu desse trabalho. "Com a Patrulha eu toquei muito, mas gravei pouco", avaliou o guitarrista.
09 . A CHAVE DO SOL (2000 - 2012).
À partir de então, Gióia passou ao ramo do cerimonialismo, atuando na prefeitura de SP em diversos governos. Nessa atuação, Gióia já recepcionou Unctad, Família Imperial Japonesa, Senador Jesse Jackson, Fujimori e até Dalai Lama! Paralelamente `a esta carreira, o guitar-man também se tornou produtor de shows, trazendo nomes como STING, GUNS'N'ROSES e METALLICA ao Brasil.
Ainda assim, sempre havia a vontade de voltar com seu grupo A CHAVE DO SOL. A banda se reuniu para alguns shows esporádicos.
2000 - Musikaos.
Voltando com Zé Luis Dinola e Beto Birger no baixo, a banda fez somente esse apresentação na TV Cultura.
2005 - Heavy Metal Revial.
Realizado no Blackmore Rock Bar um dia depois do show do JUDAS PRIEST no Brasil 10/09, esse evento contou com as bandas VÍRUS, SALÁRIO MÍNIMO, STRESS e abertura do COMANDO NUCLEAR. A CHAVE DO SOL estava originalmente escalada para tocar, porém, o baixista Luiz Domingues estava muito atarefado com o PEDRA e o trio original acabou cancelando.
2007 - Virada Cultural / Blackmore Rock Bar.
Com o vocalista Guto Góis, Gióia fez duas apresentações com A CHAVE DO SOL em 2007. Uma numa só deles numa quarta-feira no recinto rocker na Zona Sul de São Paulo e outro no festival Virada Cultural, a segunda edição. O evento ainda tinha MADE IN BRAZIL, SERGUEI, GOLPE DE ESTADO e PATRULHA DO ESPAÇO.
2012 - Rock na Vitrine.
Realizado na Galeria Olido, próxima `a Galeria do Rock em SP, A CHAVE DO SOL voltou para um único show com Ackua (ex- KNOCK OUT) na voz, THE CROW (ex- INOX) no baixo e Pedro Maprelian na bateria.
10 . GIÓIA, SUCATA & MUSIC-MAN (2014).
Trio de Rock e Blues formado por Gióia, Babu Sucata e Cassiano Music Man para agitar as noitadas paulistanas. A banda está ativa, porém ainda não registrou suas músicas.
Gravado ao vivo em show realizado no dia 03 de março de 1986 no salão de festas do Palmeiras, temos aqui uma versão inédita e rara da clássica balada do EP de 1985, só que com Beto Cruz nos vocais. O nome do evento era METAL 4 ROCK SHOW e ainda contou, nessa ordem, com SALÁRIO MÍNIMO, ABUTRE e CENTURIAS, com A CHAVE DO SOL fechando.
Material registrado por Cláudio Cruz (do HARPPIA) com masterização efetuada por Edgard "Bolívia" Rock, radialista dos programas MASSACRE SONORO e BAÚ DO ROCK; ambos podem ser ouvidos em http://www.radiorocknation.com/.
Como curiosidade, nesse show, Rubens usou uma guitarra Gibson SG Double Neck de 1966, que o vocalista Beto Cruz havia trazido dos Estados Unidos e estava querendo vender ao guitarrista; que na ocasião não podia arcar com a "nota preta" que ela custava. Além de "Um Minuto Além", o instrumento foi usado também para tocar "Crisis Maya", e segundo o próprio Rubens "foi uma luta" aprender a tocar nela, "pois os trastes são mais juntos".
A CHAVE DO SOL em 1986:
Beto Cruz - Vocal e Guitarra
Rubens Gióia - Guitarra lider
Luiz Domingues - Baixo
José Luis Dinola - bateria
Música "Um Minuto Além" composta por Fran Alves e Rubens Gióia.´
Gravado no Studio V, São Paulo, pelo técnico de som conhecido como Rui, em 16 canais e com qualidade sonora à demo anterior, esse é último trabalho d' A CHAVE DO SOL cantando 100% em português. Das seis músicas da fita, cinco nunca foram registradas em disco, três outras foram originalmente gravadas na demo de abril de 1986 e duas canções são exclusivas desse trabalho.
"Solange" era originalmente uma canção do ZENITH e Beto gravou os solos de guitarra.
00:00 - 01 - O que será de todas as crianças?
04:13 - 02 - Saudade.
08:55 - 03 - Desilusões.
12:15 - 04 - Sun City.
16:43 - 05 - Solange.
20:45 - 06 - Trago você em meu coração.
Todas as músicas escritas por Gióia/Cruz, exceto as faixas 03 (Gióia/Domingues/Cruz) e 05 (Dé Vasconcelos/Cruz).
Gravadas em abril de 1986, as seis composições inéditas dessa fita demo possuem todos os elementos característicos e clássicos para agradar os fãs do Hard Rock praticado pela A CHAVE DO SOL. Sua única deficiência em relação aos discos oficiais está na qualidade da gravação estar inferior a dos lp's. Essas músicas, que constituem o primeiro registro com Beto Cruz nos vocais, criam uma inegável "ponte" da transição do disco gravado com o Fran (1985) para o The Key (1987).
00:00 - 01 - Forças do Bem
04:03 - 02 - Saudade
08:52 - 03 - Solange
13:05 - 04 - O que será de todas as crianças?
17:30 - 05 - Sun City
22:11 - 06 - O Cometa
Todas as músicas escritas por Gióia/Cruz, exceto as faixas 03 (Cruz/ Dé Vasconcelos) e 06 (Gioía/Domingues/Dinola/Cruz). "Solange" é originalmente uma canção do ZENITH. Nessa gravação os solos foram feitos pelo Beto.
Muita confusão de entendimento rolou entre os fãs d' A CHAVE DO SOL quando do fim inesperado do grupo em 17/12/1987. Tendo um disco recém-lançado em mãos para vender, compromissos firmados da banda antiga e o desejo de embarcar numa nova proposta, a solução, no calor do momento, foi criar o grupo A CHAVE. Homônimo à banda paranaense da década de 1970, essa banda queria, paradoxalmente, vender o disco "The Key" e ir se distanciando do material dele, primando por novas composições mais virtuosas e na cartilha oitentista. A CHAVE lançou um disco oficial em 1990 sob o nome THE KEY, "A New Revolution" e depois mudou de nome para a CHHAVE antes de encerrar as atividades em 1991.
Além de ser o primeiro trabalho sério dos músicos Eduardo Ardanuy, Fábio Ribeiro e Kiko Loureiro, que seriam famosos nas décadas seguintes pelos grupos DR. SIN e ANGRA, o grupo A CHAVE registrou duas fitas demo (1988 e 1991) e um LP, "A New Revolution".
As gravações apresentadas agora pelo blog: A CHAVE DO SOL não estão em nenhum dos registros citados. Esse material foi gravado por Cláudio Cruz (baixista do HARPPIA no disco "7") com masterização efetuada por Edgard "Bolívia" Rock, radialista dos programas MASSACRE SONORO e BAÚ DO ROCK, ambos podem ser ouvidos em: http://www.radiorocknation.com/
01 . Parallel Paradise.
02 . Narrathan.
03 . The Call.
As gravações acima foram feitas em 09 de agosto de 1989 no extinto Dama Xoc, São Paulo/SP, com a presença dos membros da banda thrash metal alemã DESTRUCION na platéia.
A CHAVE:
Beto Cruz (ex- ZENITH, A CHAVE DO SOL) - Voz
Luiz Domingues (ex- A CHAVE DO SOL,. LÍNGUA DE TRAPO, PATRULHA DO ESPAÇO) - Baixo.
With a BIG HELP from our friends, o blog: A CHAVE DO SOL tem o prazer de disponibilizar duas composições inéditas da banda que dá nome ao site. Estas duas músicas, registradas ao vivo não foram gravadas nem em demo. Enquanto uma delas foi registrada também em vídeo pela Fábrica do Som (Tv Cultura), a outra constitui a única versão existente.
Registradas ao vivo no Teatro Lira Paulistana no ano de 1985, essas preciosidades foram encontradas na Web no site PIRATA DO ROCK pelo nosso amigo, radialista e fã d' A CHAVE DO SOL, o querido BOLÍVIA ROCK. "Uma pena que a gravação seja muito ruim. Era uma fita K7, com um tape deck caseiro, espetado na mandada de retorno", revelou o baixista Luiz Domingues, que considera que, não obstante a qualidade, "vale como registro histórico". O membro oficial ainda contou ao blog que já conhecia esse material, visto que ele foi originalmente lançado pelo "próprio produtor desse show no Lira Paulistana, o Antonio Celso
Barbieri, em seu site 'Memórias do Rock Brasileiro'. O Barbieri produziu
muitos shows de Rock em SP, entre 1984 e 1987".
A primeira música, como quase nove minutos de duração, é essa que não existe outro registro. Trata-se de uma balada chamada "Dama da Noite". A gravação desta está cortada, ela começa com uma insinuação da instrumental "18 Horas", seguido por um trecho de improvisos do Rubens, inclusive uma menção honrosa ao Alvin Lee, fabuloso guitarrista do TEN YEARS AFTER, que emenda na balada na voz e guitarra e fecha com o final de "Luz". A segunda faixa, instrumental, nunca registrada em disco, chama-se "Atila".
Rubens Gióia - Guitarra e Vocal
Luiz Domingues - Baixo
José Luis Dinola - Bateria
Encerramos com agradecimentos ao Bolívia Rock, sem o qual esse post não existiria, ao Luiz Domingues, por todas explicações, e ao Celso, pela gravação.
Um fato pitoresco na carreira d' A CHAVE DO SOL acaba de ser divulgado no youtube. Trata-se de quando, ao arremessar para a platéia um disco da banda no formato compacto, o baixista Luiz Domingues fez o vinil ir parar no teto do teatro do teatro do Sesc Pompéia. O cômico incidente ocorreu no dia 26
de junho de 1984, durante a apresentação de duas músicas do grupo no programa A Fábrica do Som, na tevê Cultura. Confira abaixo:
Pensando que essa cópia do primeiro registro fonográfico da banda havia sido perdido, o baixista foi surpreendido no camarim quando um fã apareceu com o referido disco para ser autografado. Atônito, Domingues não pode deixar de perguntar como o sujeito havia tido coragem de escalar a parede do teatro para acessar o teto. A resposta foi ainda mais surreal: ele estava acostumado a realizar tais ações,
pois era bombeiro.
Antes do "lançamento literal" do disco, a banda havia executado a música "Luz":
Depois disso, A CHAVE DO SOL encerrou sua quinta participação no programa de televisão com a música "Anjo Rebelde". Detalhe que essa versão, anterior à entrada do vocalista Fran (que à época estava no ANO LUZ), é diferente da que ficou imortalizada no E.P. lançado em 1985, também pela Baratos Afins. Assista no vídeo abaixo:
Os créditos pelos vídeos vão para o portal Orra Meu, (http://orrameu.com/), novamente disponibilizando material história d' A CHAVE DO SOL para os fãs.
A CHAVE DO SOL:
Rubens Gióia - Guitarra e Voz.
José Luis Dinola - Bateria e Voz.
Luiz Domingues - Baixo e Voz.
Esse é o LP que os remanescentes d' A CHAVE DO SOL gravaram em 1989, sob o nome de A CHAVE, após a saída do membro-fundador Rubens Gióia (PATRULHA DO ESPAÇO, YANKEE) em dezembro de 1987.
O disco "A New Revolution" foi lançado em 1990, com a banda passando a se chamar THE KEY, pela Devil's Records, nunca sendo reeditado em CD. Paradoxalmente, esse disco foi divulgado por outra formação do grupo que então se chamava CHHAVE.
00:00 - 01 - Intro
00:54 - 02 - We Hear the Call
05:37 - 03 - Before the Bridge Falls Down (releitura de "Sun City")
10:12 - 04 - Storm Clouds
14:51 - 05 - Pretty Old Lover
18:50 - 06 - Empty Bed
23:43 - 07 - Waiting for Tomorrow
27:41 - 08 - This Is My Way
31:49 - 09 - A New Revolution
Eduardo "Edu" Ardanuy (DR. SIN, ANJOS DA NOITE) - guitar
Fábio Ribeiro (ANGRA, SHAMAN) - keyboards
Luis Domingues (LINGUA DE TRAPO, PATRULHA DO ESPAÇO) - bass
Roberto Malltauro Cruz (ZENITH, MERKANA ) - voice
José Luiz Rapolli - drums
Terceiro lançamento fonográfico d' A CHAVE DO SOL, o disco "The Key" saiu em 1987 pela Rock Brigade Records. Produção de Beto Cruz, Luiz Domingues & Edu Bianchi. O primeiro full-lenght do grupo tinha o incomum formato de ter o lado A cantado em inglês e o lado B em inglês; fato que somado a um direcionamento mais radiofônico, acabaria por gerar as tensões que levaram a saída do guitarrista Rubens Gióia.
Lado A
00:00 - A Woman Like You
04:29 - Sweet Caroline
07:45 - Change My Evil Ways
11:35 - Keep me Warn Tonight
Lado B
16:35 - Profecia
20:02 - Sun City
24:02 - Lírio de um Pantanal
29:49 - A Chave é o Show
Roberto Malltauro Cruz (Zenith) - Vocais
Rubens Gióia (Patrulha do Espaço) - Guitarras
Luiz Domingues (Patrulha do Espaço, Lingua de Trapo) - Baixo
Ivan Busic (Dr. Sin, Platina, Cherokee, Taffo, Supla) - bateria
.: Participações especiais :.
Zé Luis Dinola - Bateria
Fernando "The Crow" Costa (Inox, Golpe de Estado) - Teclados
Andria Busic (Dr. Sin, Platina, Cherokee, Taffo, Supla) - Background vocals
Esse é o segundo disco d' A CHAVE DO SOL, um EP independente e auto-intitulado
lançado pelo selo Baratos Afins em 1985. Alguns fãs chamam esse LP de "Anjo
Rebelde". Produção de Luis Calanca.
Francisco "Fran" Alves (ANO LUZ) - vocal
Rubens Gióia (PATRULHA DO ESPAÇO) - guitarra
Luiz Domingues (PATRULHA DO ESPAÇO, LINGUA DE TRAPO )- baixo
Zé Luis Dinola - bateria