26 de julho de 2016

Documentário "Brasil Heavy Metal".

A CHAVE DO SOL  é, foi, ou pode ser considerada uma banda de Heavy Metal? A polêmica persiste não somente entre os fãs, mas os próprios membros da banda e críticos nunca chegaram, ou mesmo - pelo andar da carruagem - chegarão, a um consenso no que tange a esse assunto.

Enquanto segue a polêmica se a nossa A CHAVE DO SOL pode ou não (nota do editor: não!) ser classificada na ceara do gênero bretão iniciado pelo JUDAS PRIEST, o recém-lançado documentário Brasil Heavy Metal (2016, 122 min, legendado) incluiu citações ao grupo em diversos momentos.




A mais emocionante participação da bandao é a lembrança do saudoso vocalista Fran, que também agraciou o ANO LUZ com sua potente voz. Não obstante membro algum d' A CHAVE DO SOL ser entrevistado, essa é, até onde nosso conhecimento permite dizer, a primeira inclusão do grupo em um filme. Nós não entregaremos spoilers, então, quem quiser saber dos contextos, situações em que A CHAVE DO SOL abrilhante o filme, terá de assistí-lo. O DVD vêm acompanhado de um CD com bandas clássicas da época gravando, ou regravando, músicas especialmente para a película; porém A CHAVE DO SOL não participou.



Lembramos que além de, claro, os grupos de Heavy, Thrash, Black, Speed  etc Metal dos quais se propôs a dar conta, o longa metragem do diretor Micka Michaelis também cita outros conjuntos de Hard Rock paulistas, como o ZENITH, ANJOS DA NOITE, A CHAVE (sem sol), mas se esqueceu de outros nomes da mesma época, como por exemplo, o ELFFUS, de Brasília, ou o VLAD V, de Santa Catarina.
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31 de maio de 2016

Demo tape inédita de 1983.

O tempo não existe para quem se esforça. Essa devia ser a máxima que A CHAVE DO SOL tinha como base de apoio em maio de 1983. Com oito meses de banda, tendo recém perdido uma excelente vocalista e um contrato de estabilidade num bar chic e elegante, o grupo seguiu buscando oportunidades. Se auto-produziu e conheceu prejuízo. Deveria forcejar outras casas noturnas e, portanto, financiou uma fita de demonstração, as populares demo-tapes. Com gravação caseira e não muita sofisticação e/ ou conhecimento de como realizar semelhante registro, e tomando as devidas proporções, a fitinha, que não foi escutada desde 1983 até 2016 (e nem possivelmente armazenada corretamente), apresenta excelente qualidade de gravação.



Lembramos que o caráter da gravação foi emergencial, nitidamente "precisamos tocar, alguém tem que contratar nossos shows e para isso necessitamos de um material de amostra". Adicionalmente, cada tema da mesma foi registrada em ensaios ao vivo em um único take, sem overdubs ou sobre-posições.



Em uma época em que o Hard Rock mainstream era gravado com produtores que cobraram preço de ouro e todo o nicho musical estava na mão das gravadoras, que queriam lançar moda e lucrar muito em cima delas, a A CHAVE DO SOL foi ousada. As músicas do grupo eram nada comerciais, em nada seguiam a cartilha em voga na época.



Mais do que as músicas não serem comerciais, o grupo apostou em três longos temas instrumentais que fretavam com o Fusion (Jazz-Rock) e o Blues Rock. Para ser mais démodé, ainda haviam dois covers na fita, um dos anos 1960 e outro dos primóridos do Rock'n'Roll, na década de 1950. As composições próprias com vocal não eram em nada convencionais e os arranjos evocavam, em consonância com a proposta do trabalho, o som clássico e idealizado de décadas passadas do Rock pesado.



Nesse momento da década de 1980 havia uma ideia senso comum de que tudo que já passado no Rock'n'Roll não era bom o suficiente para aquele tempo. Que a própria noção de Rock precisaria ser reconstruída por aquela geração. Ideologia essa que respaldava os novos estilos que surgiam e em que as gravadoras investiam. Um processo de retro-alimentação.



A CHAVE DO SOL, nesse momento, buscava contatos para se apresentar em bares, não, um contrato de gravação. Todavia, tal modus operanti das gravadoras era reproduzido no underground, pois já há mais de trinta anos, o que está na "crista da onda" é o que lota os bares. A CHAVE DO SOL teria então alguma chance de conseguir chegar lá? Sim e pelo seu próprio esforço e esmero na construção deste trabalho. Ainda que o caminho não tenha sido fácil, foi com essa fita que o grupo conseguiu seu contato com o programa de televisão A Fábrica do Som; que realmente os fez famosos. Novamente, a temporalidade, o démodé, o fora de moda, não existe para quem acredita no seu trabalho.



Analisando-se o registro, gravado em uma só aba de guitarra, salta aos ouvidos o grande esmero, sincronia e afinidade que os músicos d' A CHAVE DO SOL tinham entre sí. São músicas intrincadas executadas sem erros, como somente as horas intermináveis em incansáveis ensaios cotidianos permitem atingir. Ainda que o som de bateria esteja um pouco fraco, o timbre da guitarra é adequado e o baixo soa forte. As duas canções conhecidas da fita, são os números de abertura, "Luz" e "18 Horas" as mesmas do primeiro registro do conjunto, que sairia em compacto simples no próximo ano. São quase como uma cópia xerox, os mesmos arranjos, diferenças menores de execução aqui e acolá; dispensando maiores explanações. "Utopia", esse belo conto fantástico, foi inspirada pela versão do THE WHO para "Summertime Blues", porém é diferente o suficiente do modelo para ser acusada de plágio por qualquer maneira. Ela também é a única prova dos talentos do baterista José Luiz Dinola como cantor. Se A CHAVE DO SOL fosse o BLACK SABBATH, "Utopia" seria sua "It's All Right".



As outras duas faixas instrumentais são "Atila" e a longa "A Dança das Sombras". A primeira tem o gosto do TEN YEARS AFTER ainda dos anos sessenta, um jazz-rock com destaque para o trabalho impecável de Luiz Domingues. A segunda tem começo muito intrincado e, infelizmente, a guitarra de Rubens Gióia soa com timbre um tanto ardido. É uma canção mais difícil para o público em geral, e especialmente os dos barzinhos, tendo sido acertada a sua escolha para o final do k7. Esses quatro temas deveriam, contudo, ser oficialmente registrados.

Nos dois covers presentes, o de JIMI HENDRIX EXPERIENCE e de ELVIS PRESLEY, A CHAVE DO SOL fez o possível para manter o arranjo original, mas já dando mostras de sua originalidade. O destaque de ambos é Rubens Gióia. Os solos genuínos  foram refeitos com muito bom gosto e o guitarrista se sai muito bem como vocalista. Seu inglês, ainda que não irretocável, é suficientemente bom (lembre como as bandas nacionais cantavam em inglês nessa época). Na composição de Perkins, A CHAVE DO SOL ainda fez um arranjo blues muito certeiro ao final.



Como a banda ambicionava os palcos, talvez o único erro da fita demo seja a ordem das músicas, por já colocar uma instrumental logo no começo do registro. Como é de conhecimento público, muitas vez os "responsáveis" por esses estabelecimentos nem se dignavam a ouvir os cassetes inteiros, o que justificaria colocar todas as "apostas", os destaques da fita no começo. Doravante, uma sugestão de ordem que pudesse ser mais eficiente seria "Luz", "Utopia", "Purple Haze", "18 Horas", Blue Suede Shoes", "Atila" e "A Dança das Sombras". Tal alvitre, por conseguinte, cai na ceara dos testes de possibilidades; já que como conta a História, esse fita caseira conseguiu abrir a porta necessária para fazer, naquele momento, A CHAVE DO SOL famosa.

Demo Tape, maio de 1983 (33:55).

Faço o download em Mp3 aqui:
http://www.mediafire.com/download/uhzuw863sk0n7xn/A+Chave+do+Sol-+Demo+Tape+1983.rar

01 . Luz (04:39)
02 . 18 Horas (08:37)
03 . Purple Haze (03:24)
04 . Átila (03:38)
05 . Utopia (03:11)
06 . Blue Suede Shoes (03:04)
07 . A Dança das Sombras (07:25)

Temas 02, 04 e 07 compostos por Dinola, Gióia e Domingues.
Tema 01 composto por Domingues.
Tema 03 compostos por Hendrix.
Tema 05 composto por Gióia e Domingues.
Tema 06 composto por Perkins.


A CHAVE DO SOL:

Rubens Gióia - Guitarra e Vocal (faixa 01, 02, 04).
José Luiz Dinola - Bateria e Vocal (faixa 05).
Luiz Domingues - Baixo.

Gravação e produção em maio de 1983 : A CHAVE DO SOL
Material armazenado em fita K7 e digitalizado em 2016
Fotos promocionais e ao vivo de 1983 : Seiji Ogawa
Material de portfólio : Acervo de Luiz Domingues
Produção para a Internet em 2016 : Jani Santana Morales
Resenha por Willba Dissidente.
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23 de maio de 2016

Rubens toca A CHAVE DO SOL com banda 6L6 em seu aniversário de 2016.

Em sua festa de aniversário para o presente ano, realizada numa sexta-feira, a primeira do mês de maio, o guitarrista Rubens Gióia se juntou ao baixista e vocalista Daniel Kid mais o baterista Luiz Albano para reviver o grupo 6L6. No repertório, o power trio refez grandes músicas de nomes como JIMI HENDRIX EXPERIENCE, QUEEN, JEFF BECK, YARDBIRDS e também rolaram dois clássicos d' A CHAVE DO SOL, primeiro "Sun City" e também "Luz".




Na festa sediada no bar Santa Sede, próximo à estação Jardim São Paulo do metro, em São Paulo, capital, estavam presentes muitos rockers e inclusive representantes de alguns programas de rádio web, como Stay Rock e Massacre Sonoro, e o casal Cátia e Edgard "Bolívia" Rock, que além de registrarem inúmeras fotos bem sacadas do evento, ainda gravaram quando o 6L6 levou as duas músicas d' A CHAVE DO SOL. Confira abaixo!



Há também uma filmagem solo para a música "Luz" que contou com o vocalista e mestre de cerimônias Willba Dissidente como frontman.



Os fãs e admiradores do trabalho, agradecem o presente, esperam que o power-trio siga as atividades e inclua mais canções d' A CHAVE DO SOL em seu set-list.


Foi com essa palheta que Rubens comandou sua festa rocker de aniversário para o ano de 2016.
Banda 6L6:

Daniel Kid - baixo e vocal.
Rubens Gióia - vocal e background vocals.
Luiz Albano - bateria.


15 de maio de 2016

Discografia completa para download

Mantendo sua orientação de buscar dos artistas mais recentes aos pioneiros e dos aclamados aos undergrounds, o blog Armazem do Rock Nacional disponibilizou recentemente TODA a discografia oficial d' a A CHAVE DO SOL para cópia e tem o disco da A CHAVE (sem sol), a popular THE KEY.

A postagem inclui uma mini-biografia escrita pelo baixista Luiz Domingues ao Wikipedia, que já havia sido reproduzida em outros sites, como A Nave dos Deuses.

Lembramos que os arquivos em MP3, legalmente, só podem existir por 24 horas após serem copiados, ou você terá de adquirir os discos originais, e também que a responsabilidade pelos mesmos são do site fonte, ou seja, o Armazem do Rock Nacional.

A CHAVE DO SOL antes do show na Pq. da Aclimação, Praça do Rock, em 1985.
Confira a postagem, na integra, em:
http://armazemdorocknacional.blogspot.com.br/2014/03/a-chave-do-sol.html

Senha para descompactar os discos: brrock

Obrigado por manter a chama acesa, Armazem do Rock Nacional!
Os fãs d' A CHAVE DO SOL agradecem!

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7 de abril de 2016

Vídeo do show de 1986 no Palmeiras (Metal IV.)


Tocar no Salão de Festas da Sociedade Esportiva Palmeiras, era super importante para A CHAVE DO SOL, pois o  ginásio do Palmeiras "...tinha longa tradição em realizar shows de Rock; MPB; e festivais, há décadas. Até a Soul Music tinha tradição ali...", além de artistas internacionais e nacionais de destaque, como TIM MAIA e RAUL SEIXAS. Tal show, o Metal 4, realizado em 03 de maio de 1986, junto com o SALÁRIO MÍNIMO, ABUTRE e CENTÚRIAS, foi produzido por dois jovens que ainda prometiam que realizariam video-clips das referidas bandas.
A CHAVE DO SOL chegou a filmar um promo de "Saudade", porém o mesmo nunca ficou pronto.

Essa gravação fragmentada, a chamada "copião" (sem edição) e de uma câmera só ficou perdida por muitos anos, sendo com enorme prazer que o blog: A CHAVE DO SOL, com uma ajudona dos amigos Jani, Luiz e Paulo (ver créditos) a disponibiliza para os fãs do trabalho. No que pese toda as intempéries para que houvesse esse registro, a qualidade do bootleg está excelente.



Set-list:

00:00 - 01 - O Que Será de Todas as Crianças? (corte e solo de baixo)
06:30 - 02 - Saudade
08:40 - 03 - Um Minuto Além (completa)
15:40 - 04 - Crysis (Maya)

A CHAVE DO SOL (1986):

Rubens Gióia - Guitarra e Voz
José Luiz Dinola - Bateria
Luiz Domingues - Baixo
Roberto Cruz - Vocal



Para maiores informações e MP3 desse show, clique aqui:
http://achavedosol.blogspot.com.br/2015/10/um-minuto-alem-com-beto-nos-vocais.html

Para ler a resenha desse show, publicada na Revista Metal 22, por Antonio CM de Magalhães, clique aqui:
http://s1179.photobucket.com/user/Willba80/media/Metal22II.jpg.html

Créditos e agradecimentos.

Material resgatado nos anos noventa por Paulo Thomaz, baterista do CENTÚRIAS à época.
Digitalizado em 2006 por Luiz Domingues.
Produzido para a Internet em 2016 por Jani Santana Morales.

2 de março de 2016

Conheça a carreira completa do guitarrista Rubens Gióia!


Saudações! Continuando nosso trabalho de apresentar, cronologicamente, as biografias cruzadas do membros d' A CHAVE DO SOL, hoje é dia de abrir os arquivos pessoais do guitarrista Rubens Gióia. O maestro das seis cordas, ele foi o fundador d' A CHAVE DO SOL, seu sonho de infância, grupo que criou aos 12 anos enquanto ainda aprendia a tocar. Rubens é, portanto, o único membro que esteve em todos os shows eventos etc referentes `a A CHAVE DO SOL.



Rubens Gióia em 1985, numa foto que acabou não ilustrando o EP "Anjo Rebelde".

01 . A CHAVE DO SOL (1978-1980).

Formada por Rubens junto com Dedé Maluco (baixo) e Sílvio Sisudo (bateria) , A CHAVE DO SOL, como já foi dito foi seu sonho de adolescência e sua criação, sua obra-prima. A primeira versão da banda se formou após o músico dominar o instrumento e, infelizmente, não deixou registros. "Um sonho de infância não sai fácil da gente" e A CHAVE DO SOL voltaria algumas vezes. Para efeitos de classificação, essa primeira versão da banda é mencionado no blog como "A Chave Não Famosa".

02 . SANTA GANGUE (1980-1981).



Rubens foi membro do SANTA GANGUE, gravando o único registro do grupo, o EP "Rock 'n' Roll pra Valer". Ainda que não apareçam na foto de capa, os dois ex- A CHAVE DO SOL MK I, Gioia e o baterista Sisudo, foram quem gravou o disco e saíram juntos da banda. O grupo, claramente influenciado por THE ROLLING STONES, THE FACES e outros, infelizmente, findou após seu único registro fonográfico. Curiosamente, Charles Gavin do TITÃS, antes da fama, é quem aparece na foto do disco.

03 . MADE IN BRAZIL (1981)


Talvez pela similaridade de estilos, Rubens passou alguns meses pelo MADE IN BRAZIL , à chamado de amigos do baterista Sisudo que também compunha o SANTA GANGUE. Como foram só alguns shows, inexistem registros.

04 . A CHAVE DO SOL (1982 - 1987).


Em 1982, Rubens se juntou com Luiz Domingues e Zé Luis Dinola. O músico se considerava o pior entre os, respectivamente, baixista e baterista. Doravante, passou a "apelar a pirotecnias" como tocar com os dentes, nas costas e muitos trejeitos que faziam sucesso entre os admiradores do trabalho.

Rubens tocou em todos os registros d' A CHAVE DO SOL:

- O compacto "18 Horas / Luz", de 1984;



- O EP "Anjo Rebelde", de 1985;



- As duas demo tapes de 1986;





- O Full-lenght "The Key", de 1987.



Nesse ponto, acreditando que o grupo se tornou "mais mercadológico que artístico", o guitarrista abandonou o barco, e como o nome da conjunto era uma marca sua, A CHAVE DO SOL teve de acabar. O ponto final veio em uma reunião entre o natal de 1987 e o reveillon de 1988. Até então, o lançamento do disco metade em português e inglês, excluindo composições suas como "Saudade", "O que será de todas as crianças" em favor de "A Woman Like You", "Sweet Caroline", foi "o começo do fim".

Os membros remanescentes mudaram o nome do grupo para A CHAVE e lançaram um disco como se chamassem THE KEY.

05 . A CHAVE DO SOL (1989).


Houve de fato, a ideia de remontar o grupo ainda nos anos oitenta buscando a sonoridade do início de carreira. O baterista José Luiz Dinola havia topado, mas o Luiz Domingues declinou, por estar, justamente, na banda dissidente d ' A CHAVE DO SOL, A CHAVE. Não foram realizados ensaios e o plano foi descartado.

06 . PATRULHA DO ESPAÇO (1989-1992).

Sendo recrutado pelo amigo de longa data, e de quem era fã, o baterista Rolando Castello Júnior, Gióia se juntou ao baixista Sergio Santana. O power trio gravou algumas demos em 1990 e chegou a fazer algumas apresentação sendo a volta d' A PATRULHA DO ESPAÇO.



Todavia, uma tragédia atingiu o grupo nesse ano, que foi o falecimento precoce do baixista e vocalista Sergio Santana.

Abalados, mas sem deixar a peteca cair, A PATRULHA DO ESPAÇO foi remontada, adicionando o vocalista Percy, o baixista Rene Seabra (ambos já falecidos) e o guitarrista Xando Zupo (PEDRA, BIG BALLS). Rearranjando muitas temas antigos para a sonoridade Heavy Metal oitentista e lançando dois números, o resultado, sob produção de Paulo Zinner (GOLPE DE ESTADO,) foi o LP "Primus Inter Pares".

O disco, merecidamente, é uma homenagem ao Sergio. Infelizmente, ele só lançado oficialmente um ano após ter sido gravado.



07 . YANKEE (1992 - 1993).

Quando o empresário Aldo Ghetto ouviu o cantor André Cock e conheceu suas ideias para uma banda de Hard Rock, ele soube que tinha em mãos uma chance grande para um grupo de sucesso. Não medindo esforço, Ghetto chamou os melhores para trabalhar com o conjunto, que se chamaria YANKEE, o produtor Marcelo Sussekind, do HERVA DOCE e Rubens Gióia como colaborador.



O guitarrista arranjou todas as músicas, gravou todas as guitarras e ainda compôs alguns temas. Para os shows, a banda teria outra formação. Estava tudo certo para o estrelato, porém o vocalista André Cock, tragicamente faleceu num acidente de carro. Com a morte do lider do YANKEE, a banda nem teria como continuar.

08 . PATRULHA DO ESPAÇO (1995).



Após o fim da banda, o drummer 'n' dreamer Rolando Castello Júnior, se especializou no ramo de Workshops por todo o Brasil. Em um giro específico pelo sul do país, ele chamou conhecidos ex-patrulheiros para tirar a nave do Hangar: Percy, Cockinho (ambos já falecidos) e Rubens Gióia. O grupo ainda teve tempo de fuzuarcar no estúdio, porém, ainda que se cogitasse um álbum, somente uma nova demo de "Gata" nasceu desse trabalho. "Com a Patrulha eu toquei muito, mas gravei pouco", avaliou o guitarrista.

09 . A CHAVE DO SOL (2000 - 2012).

À partir de então, Gióia passou ao ramo do cerimonialismo, atuando na prefeitura de SP em diversos governos. Nessa atuação, Gióia já recepcionou Unctad, Família Imperial Japonesa, Senador Jesse Jackson, Fujimori e até Dalai Lama! Paralelamente `a esta carreira, o guitar-man também se tornou produtor de shows, trazendo nomes como STING, GUNS'N'ROSES e METALLICA ao Brasil.

Ainda assim, sempre havia a vontade de voltar com seu grupo A CHAVE DO SOL. A banda se reuniu para alguns shows esporádicos.

2000 - Musikaos.


Voltando com Zé Luis Dinola e Beto Birger no baixo, a banda fez somente esse apresentação na TV Cultura.

2005 - Heavy Metal Revial.
Realizado no Blackmore Rock Bar um dia depois do show do JUDAS PRIEST no Brasil 10/09, esse evento contou com as bandas VÍRUS, SALÁRIO MÍNIMO, STRESS e abertura do COMANDO NUCLEAR. A CHAVE DO SOL estava originalmente escalada para tocar, porém, o baixista Luiz Domingues estava muito atarefado com o PEDRA e o trio original acabou cancelando.

2007 - Virada Cultural / Blackmore Rock Bar.



Com o vocalista Guto Góis, Gióia fez duas apresentações com A CHAVE DO SOL em 2007. Uma numa só deles numa quarta-feira no recinto rocker na Zona Sul de São Paulo e outro no festival Virada Cultural, a segunda edição. O evento ainda tinha MADE IN BRAZIL, SERGUEI, GOLPE DE ESTADO e PATRULHA DO ESPAÇO.

2012 - Rock na Vitrine.



Realizado na Galeria Olido, próxima `a Galeria do Rock em SP, A CHAVE DO SOL voltou para um único show com Ackua (ex- KNOCK OUT) na voz, THE CROW (ex- INOX) no baixo e Pedro Maprelian na bateria.

10 . GIÓIA, SUCATA & MUSIC-MAN (2014).

Trio de Rock e Blues formado por Gióia, Babu Sucata e Cassiano Music Man para agitar as noitadas paulistanas. A banda está ativa, porém ainda não registrou suas músicas.

7 de janeiro de 2016

Vídeos ao vivo com músicas inéditas de fevereiro de 1989!


A CHAVE (Sem Sol) foi uma banda criada às pressas e que durou pouco tempo. Ainda assim, se engana quem pensa que tudo que o grupo fez é encontrado no LP "A New Revolution", registrado pelo grupo sob o nome de THE KEY. Não obstante esse registro em inglês ser mais orientado para a guitarra e a voz, os músicos trabalharam duro no período de ensaio e shows que antecederam essa bolacha, compondo músicas de estilo que são a prefeita transição dos "exageros" da antiga A CHAVE DO SOL para o que ficou imortalizado como a sonoridade da A CHAVE (Sem Sol).



Prova material incontestável dessa "primeira fase" da A CHAVE são as músicas inéditas que vêm sido resgatadas pelo esforço dos admirados do trabalho do grupo. Os três temas a seguir, a enérgica "Sweet Surrender", balada "The Wind Blows Chili and Cold" e progressiva, quase instrumental, "Open your Heart and your Soul"  (compostas por Cruz, Ribeiro e Ardanuy), foram registradas ao vivo na saudosa casa de show paulistana Dama Xoc, em 19 de fevereiro de 1989.



A captura original da época foi em fita VHS à partir da platéia, contendo portanto deficiências de áudio e vídeo. Todavia, o punch, a técnica e entrosamento da A CHAVE é inegável, demonstrando que o grupo muito tinha a oferecer. Uma pena, contudo, que ambas as canções não tenham recebido o devido tratamento de estúdio, em conjunto com as demais inéditas, em favor de outras que constituíam mais o que os críticos e gravadoras esperavam de uma banda de Hard Rock na época (o que, é claro, está longe de significar "A New Revolution" não seja um bom disco).



As filmagens foram feitas pelos guitarristas Nelson Júnior (à época roadie do Edu) e Átila Ardanuy (irmão do Edu e guitarrista do ANJOS DA NOITE), sendo do acervo pessoal do primeiro. A produção para internet foi realizada em dezembro de 2015 e janeiro de 2016 pela amiga Jani Santana Morales, a quem o blog: A CHAVE DO SOL agradece efusivamente.



A CHAVE (Sem Sol):

Beto Cruz : Vocal
Eduardo Ardanuy - Guitarra
Luiz Domingues - Baixo
José Luiz Rappoli - Bateria
Fabio Ribeiro - Teclados e Voz